Autoridades fazem buscas desde terça-feira, quando amigos enviaram mensagem às famílias pela última vez 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Da esquerda para a direita, Alejandro Manuel Ugarte Jordán, Freddy Saúl Mendoza Lizana e Artidoro Salas Gaitán, os três alpinistas que desapareceram em Huascarán, no Peru — Foto: Reprodução / Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 20:20 Três alpinistas desaparecidos no Monte Huascarán, Peru; buscas enfrentam desafios. Três alpinistas estão desaparecidos no Monte Huascarán, a montanha mais alta do Peru. As buscas, que começaram após o último contato do trio na terça-feira, enfrentam dificuldades devido à falta de aeronaves adequadas. Alejandro Ugarte, Freddy Mendoza e Artidoro Salas foram vistos pela última vez na região de "La Garganta". A urgência nas operações aumenta devido ao frio extremo e à presença de fendas perigosas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Autoridades peruanas seguem nas buscas por três alpinistas que desapareceram durante escalada no Monte Huascarán, montanha mais alta do Peru que faz parte da Cordilheira Branca, nos Andes. O último contato do trio, por meio de mensagens enviadas às famílias, foi na manhã da última terça-feira, quando eles estariam em "La Garganta", trecho entre os acampamentos 1 e 2, numa altitude aproximada de 6 mil metros acima do nível do mar. Os três faziam a escalada com objetivo de chegar ao cume, segundo relataram as famílias. Eles foram identificados como Alejandro Manuel Ugarte Jordán, um renomado fotógrafo de aventuras, Freddy Saúl Mendoza Lizana, ambos naturais de Lima, e Artidoro Salas Gaitán, um alpinista experiente que mora em Huaraz. O último contato direto com eles foi registrado na última terça-feira, às 10h. Quinze minutos depois, às 10h15, Alejandro Ugarte conseguiu enviar uma breve e alarmante mensagem de texto, dizendo: "Perdidos". Paula Chiappina, companheira do fotógrafo, contou em entrevista à imprensa local que, embora o grupo tenha experiência em montanhismo de alta montanha, esta foi a primeira expedição de Alejandro ao Huascarán. Com início das operações de equipes de rtesgate e de emergência, constatou-se que os homens deixaram numa das bases do trajeto suas barracas, possivelmente numa estratégia de carregar a menor quantidade de equipamentos durante o percursos. Isso faz com que os três não tenham garantia de abrigo para passar por períodos de baixa temperatura, como a madrugada, o que pode oferecer riscos à saúde. Um dos motivos de apreensão das famílias tem sido a falta de aeronaves para fazer buscas e um mapeamento da região de difícil acesso com mais agilidade. Segundo Rosa Jordán, prima de um dos desaparecidos, um helicóptero da Polícia Nacional do Peru (PNP) que está parado no heliponto localizado aos pés do Huascarán há pelo menos duas semanas, após apresentar falhas durante uma inspeção na montanha coberta de neve. Essa aeronave estaria impedindo que outras de maior capacidade cheguem ao local. Rosa destacou o apoio dos "quase 40 voluntários na área"; no entanto, alertou que eles "não conseguem se aproximar do local porque precisam de helicópteros para transportá-los até o acampamento", disse em entrevista ao jornal peruano El Comercio. O comunicado emitido pelo Ministério do Interior anunciando o envio do helicóptero não faz menção à aeronave danificada, segundo o veículo local. Na manhã de quinta-feira (16), a Força Aérea Peruana (FAP) anunciou “o envio imediato do helicóptero MI-17 FAP 603 e de uma Brigada de Busca e Resgate (SAR)”. Segundo a instituição, “12 pessoas, sendo quatro tripulantes e oito especialistas em SAR”, foram mobilizadas, e “cinco socorristas nacionais e internacionais foram enviados com sucesso para a área de operações”. Graças a isso, as barracas e os pertences dos alpinistas foram encontrados na tarde de quinta-feira. No entanto, a urgência aumenta com o passar das horas devido ao frio extremo na região, que chega a -15°C, e à presença de fendas perigosas. Até o momento não é novidade sobre o paradeiro ou a localização dos três alpinistas. Segundo o Centro Regional de Operações de Emergência (COER) de Áncash, o trabalho está sendo liderado pela Divisão de Resgate em Alta Montanha da Polícia Nacional do Peru (DEPSAM PNP) – Áncash Caraz, que conta com o apoio da Associação de Guias de Montanha do Peru (AGMP), da Rede de Saúde Huaylas Norte e de outras instituições competentes. Os primeiros alertas sobre os três alpinistas surgiram na tarde de segunda-feira, quando o restante do grupo em que estavam informou que eles haviam se perdido durante uma tempestade. A última comunicação com dos três antes de desaparecerem ocorreu na manhã de terça-feira, quando Alejandro Ugarte conseguiu ligar para sua namorada para avisá-la de que estavam perdidos. — Foi então que eles deram o alarme, pedindo helicópteros e drones porque sabiam que estavam perdidos. No dia seguinte, à tarde, recebemos um sinal do relógio Garmin dele, localizando-o a cerca de 800 metros do Campo 2 — contou Rosa. (Com informações de El Comercio e El Tiempo.) 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Três alpinistas desaparecem em Huascarán, montanha mais alta do Peru
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