Durante o inverno, é comum haver um aumento nos casos de gripe, covid-19 e outras infecções respiratórias, devido às características da estação e à permanência em ambientes fechados, bem como à maior circulação de vírus. Embora muitas pessoas se recuperem dessas doenças em poucas semanas, algumas podem perceber, cerca de dois a três meses depois, uma queda intensa dos cabelos, o chamado eflúvio telógeno.
“Infecções são causas bem estabelecidas do eflúvio telógeno. O que acontece durante e após infecções é que existe um estado intensamente inflamatório capaz de ‘desprogramar’ o ciclo normal dos folículos e interromper a fase de crescimento de muitos fios, levando-os para a fase de queda (telógena). É como se o organismo sinalizasse aos fios que seu crescimento não é a prioridade naquele momento de muito estresse metabólico. Esse processo é geralmente difuso, autolimitado e reversível”, explica a Dra. Natalia Cymrot, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).
Quando o organismo enfrenta uma infecção, ele intensifica a atuação do sistema imunológico, com liberação de citocinas e outros mediadores inflamatórios que ajudam a eliminar vírus ou outros agentes causadores da doença. “Esse processo, associado ao aumento de hormônios relacionados ao estresse fisiológico, como o cortisol, e à redução temporária do aporte de oxigênio e nutrientes aos folículos pilosos, pode interromper precocemente a fase de crescimento dos fios”, diz o Dr. Daniel Cassiano, dermatologista e diretor da SBD-RESP.








