O transporte dos corpos das vítimas do ebola entre diferentes regiões da República Democrática do Congo, muitas vezes para funerais em suas comunidades de origem, corre o risco de propagar ainda mais o vírus, afirmou nesta sexta-feira (17) a agência da ONU para a migração.

Mais de 2.000 casos de ebola e 700 mortes foram registrados no país e no vizinho Uganda até 14 de julho, e cerca de dois terços das mortes ocorreram fora de clínicas ou hospitais, disse a OIM (Organização Internacional para as Migrações).

A doença viral, muitas vezes fatal, se espalha por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa sintomas que podem incluir febre alta, vômitos e hemorragias internas e externas. A epidemia atual é causada pela cepa Bundibugyo do vírus.

O ebola permanece altamente infeccioso mesmo após a morte da vítima, tornando as práticas funerárias um componente crítico do controle do surto.

"Se não lidarmos adequadamente com os corpos, se não envolvermos a comunidade, isso significa que haverá mais disseminação dentro da comunidade", disse Andrew Mbala, da OIM.