Presidente disse que “não estava inaugurado nada”, por causa da legislação eleitoral, mas que participou da visita à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz a convite do ministro da Saúde O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falará sobre o tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos apenas quando Donald Trump falar a respeito do tema. Lula participou nesta sexta-feira de visita à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), onde está instalada uma carreta para atendimento à saúde da mulher. “Vocês da imprensa viram que não falei de tarifaço. Não vou falar do tarifaço, só vou falar do tarifaço quando o [Donald] Trump falar. Hoje, só falo do SUS [Sistema Único de Saúde]”, disse. Lula disse que “não estava inaugurado nada”, por causa da legislação eleitoral, que impede eventos desse tipo três meses antes das eleições, mas que veio a convite do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para ver o que se está sendo fazendo na saúde. O presidente afirmou também que está "chegando na época da colheita”, depois de plantar, regar e perder algumas plantas, em alusão a obras feitas em parcerias com Estados que não incluem o governo federal como autor dos projetos. Lula criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas sem mencionar o nome dele, ao dizer que o governo paulista tem apresentado as residências do programa Minha Casa, Minha Vida como sendo um projeto estadual. Também disse que não pararia de fazer comparações entre os últimos quatro anos de sua gestão com “o que aconteceu nos últimos oito anos”, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ocorrido em 2016. Lula também se dirigiu ao governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, pedido a ele que “faça o que tiver que ser feito para moralizar o Estado”. “Não se assuste, não tenha medo, vamos ajudar a moralizar o Rio”, afirmou. — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo