Acordo prevê rede de recarga para os eVTOLs que deixa maquinário pesado no solo e sobe apenas dispensador de energia para evitar sobrecarga nos prédios 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Conceito do eVTOL da Eve Air Mobility — Foto: Divulgação/Eve Air Mobility RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:05 Eve Air Mobility e Hitachi Energy unem forças para recarga de eVTOLs em SP Eve Air Mobility e Hitachi Energy firmam parceria para desenvolver infraestrutura de recarga para eVTOLs em São Paulo. Acordo visa adaptar tecnologia de carregamento e otimizar uso de energia, superando desafios como apagões e limitações estruturais dos edifícios. Foco inicial é São Paulo e Nova York, com expectativa de início das operações comerciais em 2028. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Antes de qualquer “carro voador” decolar comercialmente em São Paulo, um problema bem menos futurista do que o desenho das aeronaves elétricas precisa ser resolvido: como levar energia em alta potência, de forma confiável, até o topo de um prédio. Para solucionar esse desafio, a Eve Air Mobility, fabricante controlada pela Embraer, e a multinacional Hitachi Energy anunciam uma aliança estratégica focada no desenvolvimento da infraestrutura de recarga para as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs). O memorando de entendimento anunciado nesta sexta-feira une a expertise de cada uma das empresas mirando a expansão comercial do modal. O foco inicial das operações recai sobre os mercados de São Paulo e Nova York, metrópoles que já concentram as maiores demandas e volumes de operação de mobilidade aérea urbana no mundo. Pelo acordo, a Hitachi vai adaptar ao eVTOL sua tecnologia de carregamento Grid-eMotion, já usada em outros mercados de eletromobilidade. A promessa é cobrir toda a cadeia — da rede elétrica até o plugue da aeronave — e também avaliar o reaproveitamento de baterias usadas em aviação como sistemas de armazenamento de energia depois do fim de sua vida útil no ar. — A infraestrutura elétrica é um elemento fundamental para viabilizar operações seguras, eficientes e escaláveis de eVTOL. Não se trata apenas de instalar carregadores, mas de planejar a disponibilidade de potência, os ciclos de recarga, a integração com a rede e a operação em solo — diz Luiz Mauad, vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve. Carregamento de eVTOL desenvolvido pela Eve e Hitachi — Foto: Divulgação/Hitachi Energy Diferentemente de um carro elétrico, que pode ficar horas parado carregando, o eVTOL é pensado para emendar diversos voos curtos ao longo do dia, com a meta de reduzir ao mínimo o tempo parado entre um pouso e a decolagem seguinte. Esse giro rápido não é um detalhe técnico: é o que sustenta a conta de operadores como a Revo, empresa de táxi aéreo que já fechou o primeiro pedido firme do mundo por aeronaves da Eve. Apagões e a resiliência da rede O otimismo do mercado e a promessa de mais sustentabilidade enfrentam, no entanto, uma realidade bastante conhecida pelos paulistanos: a fragilidade da rede de distribuição de energia, historicamente suscetível a apagões e oscilações durante tempestades de verão. A implantação de vertiportos demandará a conexão de cargas eletrointensivas, e a rede precisa estar imune a essas instabilidades. Glauco de Freitas, presidente da Hitachi Energy no Brasil, reconhece que, embora o Sistema Interligado Nacional (SIN) seja robusto, a rede no seu estado atual precisará de reforços e inteligência para atender a essa nova demanda sem sobressaltos. — O sistema elétrico brasileiro hoje é referência mundial: quase 99% do país está conectado, só falta Fernando Noronha. É uma rede extremamente interconectada. Mas, para a demanda que está por vir, ela não está preparada. É uma jornada. A próxima fase da mobilidade aérea urbana será definida pela eficácia com que construímos o ecossistema elétrico correto — projeta o executivo. Centro de carregamento no térreo do prédio — Foto: Divulgação/Hitachi Energy Para contornar as limitações de espaço e de engenharia nos topos dos edifícios, todo o maquinário pesado, responsável pela conversão de alta potência e inteligência do sistema, ficará ancorado no nível do solo. Para as coberturas, onde os vertiportos estarão instalados, subirão apenas os dispensadores de energia. Essa separação física tem como objetivo poupar a estrutura dos prédios de sobrecargas inviáveis e liberar um espaço valioso nos pátios de operação. O modelo centralizado no solo deve otimizar o uso de energia e assegurar o desempenho estável e seguro para as sessões de recarga rápida, exigência técnica inegociável para o negócio. A Hitachi Energy e a Eve não divulgaram o investimento previsto para a parceria, nem um cronograma detalhado. A Eve soma hoje cerca de 2.700 cartas de intenção de compra pelo mundo, a maioria ainda sem valor de pedido firme, e mira 2028 para certificar sua aeronave de quatro passageiros e iniciar operações comerciais.
Eve e Hitachi anunciam acordo para eletrificar a rota dos 'carros voadores' em São Paulo
Acordo prevê rede de recarga para os eVTOLs que deixa maquinário pesado no solo e sobe apenas dispensador de energia para evitar sobrecarga nos prédios












