PUBLICIDADE Sistema brasileiro de pagamentos foi usado pelos EUA como uma das razões para a taxa de 25% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:11 "EUA Impõem Tarifa de 25% em Exportações do Brasil; BC Defende Pix Gratuito" O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix continuará sendo gratuito, seguro e instantâneo, em resposta às críticas dos EUA que usaram o sistema como justificativa para uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras. A decisão dos EUA, após investigação de práticas comerciais, afetará 18% das exportações brasileiras, equivalente a US$ 7,4 bilhões em 2024. Galípolo destacou o crescimento do uso de cartões, refutando alegações de prejuízos às empresas americanas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, usou a entrevista coletiva em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tratou do tarifaço dos Estados Unidos para rebater as críticas americanas ao Pix. O sistema brasileiro de pagamentos foi usado pelos EUA como uma das razões para a taxa de 25%, anunciada nesta quarta-feira. — Os argumentos contra o Pix configuram é o caso mais flagrante que tentam criar uma lógica, entre várias aspas, para aplicar tarifas – disse — O Pix cumpre uma das funções de dinheiro, de meio de pagamento, de forma digital. Vamos seguir fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo. De acordo com Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, com essa nova tarifa, cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA serão atingidas. Isso equivale a US$ 7,4 bilhões, considerando o ano de 2024. A decisão americana foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio e apurava se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicariam as empresas americanas. Boa parte das alegações do USTR — como a de que o BC favorece o Pix em detrimento de empresas de serviços de pagamento americanas, como operadoras de cartão de crédito, ou a de que há um conflito de interesse na atuação simultânea do BC como regulador do setor e operador do sistema — está em manifestações enviadas ao processo no ano passado, durante a fase de consultas públicas. Os argumentos citados pelo USTR estão em ao menos três documentos do processo e foram enviados pela ITI, representante de gigantes da tecnologia da informação, como Apple, Amazon, Google, Dell, HP, incluindo as operadoras de cartões Mastercard e Visa; pela Câmara de Comércio dos EUA, autointitulada a maior organização de negócios do mundo; e pelo Conselho de Negócios Internacionais dos EUA (USCIB). Visa e Mastercard, como grandes operadoras de bandeiras de cartão de crédito, atuam em nicho de mercado rival do Pix, ou seja, meios de pagamentos. Já big techs como Apple e Google também têm suas próprias carteiras digitais de pagamento. O Pix passou a substituir transações que antes passavam por essas empresas, como as compras com débito em conta-corrente ou no cartão de crédito. Após calibrar a reação do governo, o Palácio do Planalto reuniu ministros e autoridades para rebater as acusações americanas. A fala a imprensa ocorreu no Ministério de Indústria e Comércio. — A argumentação seria mais ou menos como tentar dizer que criar saneamento básico comprometeria receita de caminhão-pipa. O que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%, quando a gente olha para as alternativas, quem perdeu espaço foi os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos— afirmou Galípolo. Ele afirmou que o cartão cresceu 150% desde a criação do Pix, rebatendo argumentos de que esse sistema teria prejudicado empresas americanas. Segundo ele, o Banco Central já assinou com mais de 47 outros Bancos Centrais termos de cooperação técnica para que se possa transferir tecnologia e para que outros BCs possam desenvolver seus sistemas de pagamentos instantâneos também. — Pix foi benéfico para quem demanda e para quem oferta. O Pix é um caso que é benéfico para quem demanda e para quem oferta, para setor público e privado. Não há o que se criticar do Pix, o Pix é uma referência internacional.