Por longo tempo, a riqueza brasileira esteve desconhecida, enterrada no subsolo. Quando conhecido, ouro, ferro, manganês, nióbio, petróleo e tantas outras commodities terminaram por moldar a inserção brasileira na economia mundial enquanto grande exportador de recursos da natureza e pequeno produtor de tecnologia.
Neste segundo quarto do século XXI, a revolução digital oferece ao Brasil uma oportunidade histórica para romper esse ciclo, uma vez que a geografia econômica mundial volta a favorecer países detentores de recursos naturais, como minerais estratégicos. A Inteligência Artificial, os data centers, os veículos elétricos, as turbinas eólicas, os satélites, os equipamentos médicos, a indústria aeroespacial e as tecnologias de defesa dependem crescentemente de minerais críticos, cuja disponibilidade tornou-se uma questão de segurança nacional para as grandes potências.
Nesse novo mapa do poder global, poucos países reúnem condições tão privilegiadas quanto o Brasil. Além de uma das maiores reservas de terras-raras do planeta, o País dispõe de lítio, grafita, nióbio, manganês, cobre, níquel, cobalto e outros minerais indispensáveis à infraestrutura tecnológica do século XXI. Não se trata apenas de riqueza mineral. Trata-se de uma vantagem geopolítica que poucas nações possuem simultaneamente.







