PUBLICIDADE ʽO pai pode denunciar como sequestro e eu perco minha filhaʼ, disse Jennifer Silva 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jennifer e Ana em uma foto à beira-mar feita antes do despejo — Foto: Arquivo pessoal para Portugal Giro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 06:50 Brasileira Luta para Voltar ao País com Filha Após Despejo em Portugal Jennifer Silva, brasileira, enfrenta dificuldades para retornar ao Brasil com sua filha após serem despejadas de um abrigo em Portugal. Acusações de xenofobia e racismo marcam sua experiência no país. A criança, filha de pai português, não pode sair sem risco de denúncia de sequestro. Jennifer precisa de autorização judicial para viajar em segurança, enquanto enfrenta incertezas sobre seu futuro e o da filha. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A brasileira Jennifer Silva está impedida de voltar com a filha ao Brasil após ser despejada de um abrigo em Portugal, de onde saiu denunciando ter sofrido xenofobia e racismo. Ela e Ana, menor de idade, estão em uma pensão por dez dias e depois não têm para onde ir. A criança é filha de pai português e, apesar de Jennifer ter a guarda, evita correr riscos. — Não consigo voltar para o Brasil porque ela é filha de português (...) e o pai pode denunciar como sequestro e eu perco minha filha — disse ela. Uma criança pode sair de Portugal sem autorização desde que seja acompanhada por um dos pais. Porém, um dos genitores pode requerer a volta e alegar rapto de menor. Ela pode viajar pela União Europeia, desde que cumpra as diretrizes estabelecidas no regulamento de rapto de menores decididas na Convenção de Haia (1980): “(...) quando uma pessoa (...) que alegue (a tribunal) a violação do direito de guarda (...) ordene o regresso da criança com menos de 16 anos que tenha sido ilicitamente deslocada”. Para poder viajar com tranquilidade ao Brasil, Jennifer teria que pedir uma autorização judicial. — E o juiz expedir autorização para eu ir embora. Ou ir ao Brasil para ver minha mãe, porque estou sozinha aqui e eu queria — declarou ela. Jennifer e a filha foram despejadas na última semana de um abrigo social em Aveiro, onde foi acolhida após denunciar ter sido vítima de violência doméstica. Procurado, o abrigo não respondeu. A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Gênero (CIG) confirmou que a acompanha a "situação referenciada", ressaltando que "toda a sua atuação é desenvolvida no estrito cumprimento da lei". Também informou que "não comenta casos concretos nem divulga informações relativas ao acompanhamento técnico" por deveres de confidencialidade, privacidade e integridade dos procedimentos.