PUBLICIDADE Priscila Gomes revelou o caso à coluna, foi readmitida por decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa e diz que chefe responsável pelo afastamento pediu licença 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Priscila Gomes em Lisboa: denúncia de xenofobia no serviço público de Portugal — Foto: Duda Laque/Arquivo pessoal/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 08:17 Brasileira Priscila Gomes é reintegrada após denúncia de xenofobia em Portugal A brasileira Priscila Gomes, que denunciou xenofobia após ser demitida em Portugal, foi reintegrada ao cargo por decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa. Após a denúncia, sua chefe entrou em licença. Priscila, que trabalha no Instituto Superior de Engenharia, avançou com exigência de salários retroativos e destacou a vitória contra abusos do sistema. O caso gerou contestação, mas a Justiça reafirmou sua decisão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após o Portugal Giro revelar que a brasileira concursada Priscila Gomes denunciou xenofobia ao ser demitida do serviço público, o Tribunal Administrativo de Lisboa ordenou sua reintegração. Priscila voltou ao trabalho na última segunda-feira, retomando o cargo de assistente operacional obtido após concurso para o Instituto Superior de Engenharia (ISEL) do Politécnico de Lisboa. — Já entrei, bati ponto e estou no escritório (...) estou tão feliz, já chorei tanto, não foi fácil — disse a brasileira à coluna. Pedagoga com pós-graduação em gestão educacional, a paraense de 42 anos vive há três em Portugal. Ela contou que sua chefe, uma engenheira, a demitiu injustamente no período de experiência. A paraense contou que a engenharia teria forjado avaliação e que sempre demonstrou não gostar dela por ser brasileira. Agora, a engenheira está de licença sem prazo para voltar ao trabalho. — Ela (engenheira) entrou de baixa (licença) e não sabe quando vai voltar (...) ela que arquitetou toda esta injustiça, era a presidente do júri (de avaliação) e minha chefe — contou. Priscila fez queixa ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Ministério Público, protocolando denúncia de xenofobia em 22 de abril. — Já avancei com exigência formal do pagamento dos salários retroativos. O caso está documento, com provas que o emigrante honesto consegue vencer os abusos do sistema — disse ela. A volta enfrentou resistência. O despacho do juiz determinou a reintegração na última sexta-feira. Houve contestação do ISEL, que pediu esclarecimentos à Justiça. — O juiz que suspendeu a demissão afirmou que o despacho estava bastante claro e que eu já deveria ter sido reintegrada. O presidente do ISEL não teve alternativa diante da ordem judicial. Foi sugerido que ela voltasse para casa para retomar as funções na segunda-feira. Ela concordou, desde que fossem dadas garantias. — Assinaram e carimbaram um documento me reconhecendo oficialmente como trabalhadora da instituição — explicou Gomes. Procurado, o Instituto Politécnico de Lisboa não respondeu até o fechamento deste texto.
Justiça ordena volta ao trabalho de brasileira demitida com xenofobia em Portugal
Priscila Gomes revelou o caso à coluna, foi readmitida por decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa e diz que chefe responsável pelo afastamento pediu licença








