Internacionalista foi exonerada por ter sua autodeclaração como mulher parda contestada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Palácio do Itamaraty, em Brasília — Foto: Pablo Jacob / Agencia O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 19:23 Flávia Henriques Medeiros será readmitida no Itamaraty após acordo com AGU A internacionalista Flávia Henriques Goes de Medeiros será readmitida como Oficial de Chancelaria do Itamaraty após um acordo com a AGU. Exonerada por contestação de sua autodeclaração racial como parda, Flávia havia sido excluída da lista de candidatos negros em concurso de 2024. O acordo, ainda aguardando homologação judicial, prevê sua posse sem compensações financeiras. A controvérsia judicial agora será encerrada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Advocacia-Geral da União (AGU) firmou um acordo nesta segunda-feira que garante a nomeação e a posse de Flávia Henriques Goes de Medeiros no cargo de Oficial de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro. A internacionalista foi exonerada por ter sua autodeclaração como mulher parda contestada. Pelo acordo, que ainda depende de homologação da Justiça Federal do Distrito Federal, o governo se compromete a adotar as providências administrativas necessárias para viabilizar a posse de Flávia, que havia sido aprovada no concurso realizado em 2024, mas acabou excluída da lista de candidatos negros durante a etapa de verificação racial. Em contrapartida, Flávia renunciou a eventuais pedidos de indenização, compensação financeira ou repercussões funcionais decorrentes dos fatos discutidos no processo. O caso ganhou repercussão após a comissão de heteroidentificação concluir que a candidata apresentava características consideradas incompatíveis com as vagas reservadas a candidatos negros e pardos. A decisão levou Flávia a recorrer à Justiça, onde obteve decisões favoráveis que lhe permitiram permanecer na disputa. Em abril deste ano, ela chegou a tomar posse no cargo e exercer o cargo no Itamaraty. Pouco mais de um mês depois, porém, foi exonerada, em meio à continuidade da disputa judicial. A controvérsia passou a ser discutida diretamente entre a AGU e a candidata, até a celebração do acordo. Após o aval judicial, o processo será encerrado e os recursos apresentados pelas partes perderão o objeto.
Concursada que teve autodeclaração racial contestada será readmitida por Itamaraty
Internacionalista foi exonerada por ter sua autodeclaração como mulher parda contestada







