O chef Kaywa Hilton buscava tranquilidade na carreira após mais de uma década em cozinhas Michelin e hotéis de luxo. Na Bahia, onde abriu dois restaurantes de ambiente informal e focados em pratos para compartilhar, encontrou o que procurava.
O primeiro endereço foi o Boia, em Salvador, inaugurado há seis anos. Depois veio o Maré, na Praia do Forte, em 2024. Nos dois projetos, que destacam peixes e frutos do mar, o chef tem a irmã, Thabata Hilton, como sócia.
Segundo Kaywa, 36, trocar um menu-degustação sisudo por um cardápio mais descontraído não foi simples. "Precisei desconstruir muita coisa para reconstruir minha cozinha", diz.
Filho de mãe francesa e pai baiano, o chef nasceu no Vale do Matutu, no sul de Minas Gerais, mas passou parte da infância em Salvador. Começou na cozinha aos 17 anos, quando se mudou para Paris. Na capital francesa, trabalhou no triestrelado Le Pré Catelan, do chef Frédéric Anton, e no premiado La Grande Cascade.
De volta ao continente americano, foi sous-chef de Rolland Villard, pioneiro em usar técnicas francesas com ingredientes brasileiros, no Le Pré Catelan do Rio. Também passou pelo Sofitel Carrasco, em Montevidéu, Uruguai. Ali, como chef-executivo, diz ter aprendido sobre gestão, finanças e liderança —bagagem importante para empreender.






