O veto de contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será usado para ampliar a autoridade do presidenciável do PL e isolar politicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), segundo articuladores da pré-campanha.
Na leitura desse grupo de políticos, a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de proibir visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias, ou seja, até depois do primeiro turno da eleição, não é de todo ruim.
Isso porque o revés veio logo após a carta em que o ex-presidente afirma que Flávio é seu "porta-voz", em quem confia. Se Bolsonaro agora estará incomunicável, dizem aliados do senador, o que vale é a sua última palavra —a mensagem em que dá autoridade ao filho.
Como mostrou a Folha, a equipe de Flávio busca, ainda assim, reverter a decisão de Moraes e aposta em um pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para isso.
O veto às visitas de Flávio ocorreu justamente em função dessa carta —divulgada pelo presidenciável em transmissão nas redes sociais no sábado (11), o que Moraes entendeu ser uma violação das medidas cautelares impostas a Bolsonaro.












