Não é normal ter um jogo de Libertadores na Copa do Mundo. Foi essa a partida vencida pela Argentina, de virada, contra a Inglaterra. Quem ganhou foi quem mais soube tirar o triunfo da alma, entender a importância do que significa uma Copa para seu povo, aquilo que no Brasil ultimamente temos reclamado de nossos jogadores não entenderem.
A Argentina entende.
Compreendeu em 2022, quando a AFA enviou dois aviões com torcedores remunerados para o Qatar. Acontece de novo agora, pela força dos hinchas, que não param de gritar, e pelo poder do time, que tem Messi a ponto de ganhar sua segunda Copa.
João Pereira Coutinho escreveu, com sabedoria, que a Argentina não se explica. É a antítese da Espanha, vencedora de sua semifinal pela previsibilidade; a Argentina é o caos e o imprevisível.
E é Messi.














