O CFM (Conselho Federal de Medicina) regulamentou o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) como tratamento adjuvante para algumas condições osteomusculares. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial da União.

Os médicos poderão utilizar o procedimento em pacientes com osteoartrite de joelho (artrose), discopatia lombar (desgaste ou alterações nos discos da coluna), epicondilite lateral do cotovelo (conhecida como cotovelo de tenista) e reparo meniscal (cirurgia para reparar uma lesão no menisco).

O PRP, ressalta o CFM, não substitui os tratamentos clínicos, de reabilitação, intervencionistas ou cirúrgicos indicados para cada caso.

A técnica consiste na coleta de sangue do próprio paciente, centrifugado para concentrar as plaquetas e os fatores de crescimento envolvidos na reparação dos tecidos. O plasma rico em plaquetas é então injetado na região lesionada, geralmente com anestesia local.

O PRP também é utilizado em procedimentos estéticos, como o chamado "vampire facial", popularizado pela empresária Kim Kardashian. O CFM, porém, não regulamenta esse uso.