Técnica era proibida para médicos por ser considerada experimental; aval foi somente para tratamento auxiliar de quatro condições osteomusculares 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Plasma sanguíneo — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 11:45 CFM regulamenta uso de plasma rico em plaquetas para tratamentos osteomusculares O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) como tratamento auxiliar para quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal. A técnica, antes experimental, agora tem critérios claros para uso ético e seguro. O PRP não é autorizado para fins estéticos e deve seguir normas rigorosas de segurança e documentação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou o uso de plasma rico em plaquetas (PRP), terapia até então considerada experimental, como um procedimento auxiliar ao tratamento de quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal. A técnica não foi liberada para a realização de procedimentos estéticos por médicos. A Resolução nº 2.464/2026, que regulamentou a técnica, foi publicada nesta quarta-feira. Segundo o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, foram estabelecidos “critérios claros para que o PRP possa ser utilizado de forma ética e segura”, de modo a “proteger o paciente e oferecer aos médicos parâmetros técnicos que assegurem uma assistência de qualidade”. O relator da resolução e conselheiro federal, Francisco Cardoso, diz que houve um amadurecimento das evidências científicas sobre o tema, que apontaram os benefícios da técnica para os casos listados. Os conselhos, como o CFM, são os responsáveis por normatizar a atuação dos seus profissionais, determinando o que pode ou não ser realizado. Suco de beterraba pode melhorar o desempenho esportivo? Veja o que mostra o estudo mais recente “O uso do PRP era restrito à pesquisa clínica em razão da insuficiência de evidências científicas e da falta de padronização dos protocolos. Nos últimos anos, houve importante expansão da literatura biomédica, especialmente na osteoartrite de joelho, permitindo ao CFM reconhecer sua utilização como recurso terapêutico adjuvante em indicações específicas, sempre com critérios técnicos, éticos e sanitários rigorosos”, diz em nota. O que é o PRP? O PRP é uma técnica em que se coleta o sangue do próprio paciente e, depois, processa-se o material por um centrífuga, que separa a parte do plasma com as plaquetas do restante. Essa parte é utilizada, então, como tratamento, porque as plaquetas são células com grande concentração de fatores de crescimento. Por ser um produto feito com o material do próprio paciente, ele não é passível de registro sanitário pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como ocorre com medicamentos, por exemplo. Desse modo, a responsabilidade pelo reconhecimento das indicações em que há evidência científica recai sobre o Ministério da Saúde ou sobre os conselhos profissionais. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) já tinham resoluções que permitiam que cirurgiões-dentistas e enfermeiros realizem a técnica em alguns contextos, até mesmo para fins estéticos. No entanto, o CFM vetava que médicos aplicassem a terapia em qualquer caso, por considerá-la experimental devido a quantidade insuficiente de evidências científicas sobre benefício e segurança. Agora, porém, o Conselho autorizou que médicos utilizem o PRP exclusivamente como tratamento complementar para as quatro condições osteomusculares citadas, não substituindo terapias clínicas, reabilitacionais, intervencionistas ou cirúrgicas indicadas para cada caso. A indicação deverá ser precedida de diagnóstico médico, avaliação clínica individualizada, correlação com exames complementares, exclusão de contra indicações e definição dos objetivos terapêuticos para cada paciente. Médicos seguem proibidos de realizar o PRP com outras finalidades, como para fins estéticos. Além disso, é vedada a adição de medicamentos, células-tronco, concentrado de medula óssea, gordura microfragmentada e outros produtos que descaracterizem a natureza biológica do PRP. A única exceção é dentro de protocolos de pesquisas clínicas aprovadas ou quando houver regulamentação específica. Embora o PRP tenha uma baixa frequência de efeitos adversos graves, a resolução também estabelece exigências relativas a aspectos como técnica asséptica, infraestrutura mínima e controle documental. O processamento do plasma deverá seguir orientações disponíveis na Nota Técnica nº 29/2024 da Anvisa, sendo feito preferencialmente por meio de sistemas fechados, e a aplicação deverá ocorrer em ambiente compatível com a complexidade do procedimento, observando normas de biossegurança e técnica asséptica. Nos casos envolvendo coluna vertebral, o PRP somente poderá ser realizado em ambiente hospitalar ou hospital-dia, com orientação por imagem e por médicos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nas especialidades previstas pela resolução. A resolução proíbe ainda que a técnica seja divulgada como promessa de cura, garantia de regeneração tecidual ou substituição de cirurgia formalmente indicada. O procedimento também não poderá ser realizado, entre outras situações, em pacientes com infecção ativa no local da aplicação, neoplasia ativa ou condições hematológicas incompatíveis. Também será obrigatória a assinatura de consentimento livre e esclarecido, com informações sobre benefícios esperados, limitações científicas, riscos e alternativas terapêuticas, além da manutenção de registros detalhados em prontuário e acompanhamento clínico proporcional à condição tratada Embora o CFO e o Cofen permitam a seus profissionais realizarem a técnica, o CFM defende que a indicação, a aplicação e o acompanhamento do PRP constituem atos médicos e não deveriam ser permitidos a pessoas não habilitadas para o exercício da medicina.
CFM libera uso de plasma rico em plaquetas para tratamento de condições específicas; entenda e saiba quais
Técnica era proibida para médicos por ser considerada experimental; aval foi somente para tratamento auxiliar de quatro condições osteomusculares







