Os advogados de defesa pediram que John Harold Rogers não cumprisse mais tempo de prisão além dos quase 18 meses que ele já passou detido. O tempo já cumprido será descontado da pena 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Tribunal Federal Elijah Barrett Prettyman, em Washington — Foto: Valerie Plesch/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 19:47 Ex-assessor do Fed condenado a 38 meses por mentir em caso de espionagem com a China John Harold Rogers, ex-assessor do Federal Reserve, foi condenado a 38 meses de prisão por mentir em investigação sobre compartilhamento de informações com a China. Ele foi absolvido de conspiração para espionagem econômica, mas mentiu sobre repassar dados do Fed a agentes chineses. A defesa pediu redução de pena, alegando que a sentença foi severa comparada a casos similares. Rogers colaborou com inteligência chinesa em troca de benefícios financeiros e acadêmicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um ex-assessor sênior do Conselho de Governadores do Federal Reserve foi condenado a mais de três anos de prisão por mentir a investigadores federais que apuravam se ele havia compartilhado informações confidenciais com agentes de inteligência chineses, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. John Harold Rogers, de 64 anos, foi condenado por um júri em 3 de fevereiro por prestar falsas declarações aos investigadores sobre o compartilhamento de informações relacionadas à política monetária, afirmou a procuradora federal de Washington, Jeanine Pirro, em comunicado divulgado nesta quarta-feira após a sentença. Ele foi absolvido da acusação de conspiração para cometer espionagem econômica. Os promotores pediram uma pena de cinco anos de prisão. A juíza federal Dabney Friederich fixou a pena em 38 meses. "John Rogers mentiu deliberadamente aos nossos investigadores para ocultar o fato de que compartilhou informações restritas e não públicas do Federal Reserve com agentes de inteligência que trabalhavam para a China", afirmou Michael E. Horowitz, inspetor-geral do Conselho de Governadores do Federal Reserve e do Consumer Financial Protection Bureau, no comunicado. Os advogados de defesa pediram que Rogers não cumprisse mais tempo de prisão além dos quase 18 meses que ele já passou detido. O tempo já cumprido será descontado da pena. "Embora certamente reconheçamos o cuidado que a juíza teve ao analisar o caso, estamos decepcionados com a sentença de 38 meses", disse o advogado Jonathan Gitlen em entrevista. "Ela é significativamente mais severa do que as penas aplicadas a outros réus em casos semelhantes." Rogers possui doutorado em Economia e atuou como assessor da Divisão de Finanças Internacionais do Federal Reserve entre 2010 e 2021. Segundo a denúncia, em 2018 ele começou a responder a "pedidos de informação" feitos por supostos estudantes de pós-graduação que, na realidade, trabalhavam para os serviços de inteligência e segurança da China. Os promotores afirmam que, em 2017, Rogers desenvolveu um relacionamento clandestino com uma agente de inteligência chinesa. Posteriormente, encontrou-se com ela e seus associados em quartos de hotel na China e repassou informações do Federal Reserve que ela havia solicitado que ele obtivesse. Segundo o governo dos EUA, Rogers sabia que essa agente utilizava as informações fornecidas por ele para elaborar relatórios destinados ao governo chinês. De acordo com os promotores, Rogers "sabia que a China poderia usar o conhecimento antecipado sobre as decisões do Federal Reserve a respeito das taxas de juros para obter lucros enormes negociando seus cerca de US$ 1,5 trilhão em títulos do Tesouro dos Estados Unidos". Em troca, ele recebeu "benefícios financeiros substanciais" e auxílio para conseguir cargos de professor em universidades chinesas. Na época da denúncia, os promotores afirmaram que a conspiração teria ocorrido entre maio de 2013 e 2025. Em 2023, Rogers recebeu cerca de US$ 450 mil como professor em tempo parcial em uma universidade chinesa, segundo a acusação. Em agosto daquele ano, ele tentou obter por e-mail cópias de duas planilhas contendo informações proprietárias do Federal Reserve, de acordo com a denúncia. Os promotores também afirmaram que, quando foi entrevistado pelo Escritório do Inspetor-Geral do Federal Reserve, em fevereiro de 2020, e questionado se alguma vez havia compartilhado informações restritas, Rogers respondeu: "Nunca."