Guo Wengui, que se tornou opositor do governo chinês após deixar o país, foi considerado culpado por associação criminosa, fraude e lavagem de dinheiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guo Wengui, em seu apartamento de US$68 milhões em Manhattan em 2017, foi considerado culpado em nove das 12 acusações — Foto: James Estrin/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 05:28 Ex-magnata chinês Guo Wengui é condenado a 30 anos nos EUA por fraude e lavagem de dinheiro Guo Wengui, ex-magnata chinês e crítico do Partido Comunista Chinês, foi condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Acusado de arrecadar mais de US$ 1 bilhão através de esquemas fraudulentos, Guo usou os fundos para financiar um estilo de vida luxuoso. A juíza destacou que ele explorou a confiança de seus seguidores. Guo também é associado a Steve Bannon, ex-assessor de Trump. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Guo Wengui, empresário que já figurou entre os mais ricos da China e se tornou um dos principais críticos do Partido Comunista Chinês no exílio, foi condenado a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por comandar um esquema bilionário de fraude. A sentença foi proferida por um tribunal de Nova York, que o considerou culpado por associação criminosa, fraude e lavagem de dinheiro. Também conhecido como Miles Guo e Ho Wan Kwok, o empresário construiu fortuna no setor imobiliário na China, onde mantinha boas relações com o governo. Em 2017, deixou o país após ser acusado de corrupção por autoridades chinesas e pediu asilo nos Estados Unidos. Desde então, passou a reunir uma base fiel de seguidores na internet, especialmente entre integrantes da comunidade chinesa no país. Promotores dizem que esquema arrecadou mais de US$ 1 bilhão Segundo a acusação, Guo arrecadou mais de US$ 1 bilhão entre 2018 e 2023 por meio de seguidores e de pessoas que investiram em projetos ligados a criptomoedas e outros empreendimentos promovidos por ele. De acordo com os promotores, os recursos foram usados para financiar um estilo de vida luxuoso, que incluía uma mansão de cerca de 4.650 metros quadrados, uma Lamborghini avaliada em US$ 1 milhão e um iate de US$ 37 milhões. A defesa negou as acusações e sustentou que o dinheiro foi destinado às atividades políticas de Guo. Ao anunciar a sentença, a juíza Analisa Torres afirmou que o empresário explorou a confiança de pessoas que apoiavam a democratização da China. — Se aproveitou daqueles que buscavam levar a democracia para a China — afirmou. Segundo a magistrada, os recursos arrecadados serviram para sustentar o padrão de vida do empresário. Procuradoria afirma que empresário explorou seguidores O julgamento ocorreu em um tribunal lotado de apoiadores de Guo. O procurador americano Sean S. Buckley afirmou que o empresário se aproveitou da confiança de milhares de pessoas. — Em vez de se contentar com as muitas oportunidades legítimas que lhe foram oferecidas, Guo explorou a confiança que milhares de pessoas depositaram nele por pura ganância — disse. Buckley acrescentou: — A sentença de hoje mostra que fama e riqueza não colocam ninguém acima da lei e que fraudadores que vitimizam famílias para enriquecer serão alvo de consequências severas. Relação com Steve Bannon Nos Estados Unidos, Guo estreitou relações com outros críticos do governo chinês, entre eles Steve Bannon, ex-assessor do presidente Donald Trump. Os dois apareciam frequentemente juntos em vídeos publicados na internet e, em 2020, lançaram a campanha Novo Estado Federal da China, que defendia a derrubada do Partido Comunista Chinês. No mesmo ano, Bannon foi preso no iate de Guo, em Connecticut, em um caso sem relação com o processo que levou à condenação do empresário chinês. Bannon foi acusado de participar de um esquema para fraudar doadores que contribuíram para uma organização sem fins lucrativos voltada à construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Posteriormente, declarou-se culpado em um tribunal de Manhattan por esquema fraudulento em primeiro grau e foi condenado a três anos de liberdade condicional. As acusações federais relacionadas ao mesmo caso haviam sido encerradas após Donald Trump conceder perdão presidencial a Bannon nas últimas horas de seu primeiro mandato na Casa Branca.