A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente não sabia que a carta seria tornada pública pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao mesmo tempo, também não sabia que o material violava as regras impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

"Em período recente, quando submetido às mesmas limitações condicionantes, outras correspondências por ele redigidas sem que isso houvesse ensejado qualquer questionamento quanto ao cumprimento das medidas então vigentes, mesmo quando publicizadas", disseram os advogados.

A manifestação é assinada por cinco advogados que representam Bolsonaro no processo da trama golpista, além do próprio Flávio Bolsonaro.A defesa afirma que o ex-presidente não buscou terceiros para contornar as restrições e permanece fiel às cautelares desde o início do regime domiciliar.

"A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do peticionário", afirmaram.

O texto do ex-presidente tem como título "Carta aos brasileiros" e começa com "saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós".