Ministério avaliou que mesmo com o recuo das cotações, os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo já se disseminaram pela economia e tendem a demorar mais para se dissipar O subsecretário de Política Macroeconômica, Rafael Leão, afirmou que a queda dos preços das commodities, especialmente do petróleo Brent, é um movimento real, mas ainda insuficiente para justificar uma revisão para baixo das projeções de inflação. Segundo ele, embora o recuo das cotações contribua para aliviar pressões inflacionárias, os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo já se disseminaram pela economia brasileira e tendem a demorar mais para se dissipar. “(Os efeitos de segunda ordem) tendem a demorar mais a dissipar, principalmente em meio ao cenário de incerteza geopolítica”, disse. O Ministério da Fazenda alterou de 4,5% para 5,1% a estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2026. A projeção atualizada ficou acima da meta, de 3%, com banda de tolerância de que vai até 4,5%. As projeções mais recentes foram apresentadas nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta. — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Acomodação em preços de commodities é insuficiente para rever projeção de inflação para baixo, diz Fazenda
Ministério avaliou que mesmo com o recuo das cotações, os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo já se disseminaram pela economia e tendem a demorar mais para se dissipar







