A suspensão de exportações de diesel russo e a retomada do conflito entre Estados Unidos e Irã devem voltar a pressionar o preço do combustível no país após semanas consecutivas de queda, dizem executivos do setor.

A pressão ocorre às vésperas do período de maior consumo de diesel no Brasil, com a demanda para escoamento da safra de grãos e para a produção de bens para o Natal. A suspensão determinada por Vladimir Putin é temporária, mas o mercado teme efeitos mais duradouros.

Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), a Rússia permaneceu como maior fornecedora de diesel do Brasil no primeiro semestre, mas perdeu mercado para os Estados Unidos no fim do período.

A opção dos importadores pelo produto da Rússia ajudou a manter o preço nas bombas mais baixo: na média do primeiro semestre, segundo o Mdic, cada quilo de diesel russo importado pelo Brasil custou US$ 0,03 (R$ 0,15) menos do que o diesel americano.

Os dados oficiais de julho ainda não foram divulgados, mas a Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) estima que as importações russas representaram apenas 13% das compras brasileiras, com os Estados Unidos assumindo a dianteira, com 82%.