Um levantamento realizado pela ONG Mighty Earth identificou que 40% da carne comercializada pelo Grupo Mateus, do Maranhão, teve avaliação "muito ruim" ou "ruim" em critérios de sustentabilidade. Isso significa, segundo a organização, que parte dos produtos de carne bovina vendidos na terceira maior rede varejista de alimentos do Brasil são provenientes de frigoríficos sem fiscalização ou que não cumprem acordos para garantir desmatamento zero na cadeia de suprimentos.
De acordo com a Mighty Earth, há casos também de frigoríficos que compraram de fornecedores que aparecem na lista suja do trabalho escravo.
Procurado pela coluna, o Grupo Mateus disse que não vai se pronunciar. Com R$ 31 bilhões de faturamento em 2025, a rede, que tem atuação no Nordeste e Norte do país, ocupa pelo terceiro ano consecutivo o terceiro lugar no ranking da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) das 40 maiores empresas do varejo alimentar brasileiro —atrás de Carrefour e Assaí e à frente do Grupo Pão de Açúcar.
A análise da ONG, divulgada nesta semana, foi feita a partir do aplicativo Do Pasto ao Prato, iniciativa de organizações internacionais e financiada pelo governo da Noruega que procura dar mais transparência para a cadeia de produção da carne no Brasil.










