0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábrica da Braskem — Foto: Bloomberg Um bondholder da Braskem pediu que Câmara Wind de Mediação admita sua participação nas negociações da reestruturação financeira da empresa. A medida é um passo incipiente de credores minoritários que se articulam para serem incluídos nas discussões. No fim de junho, a Braskem informou por meio de fato relevante que havia iniciado um processo de mediação restrito aos credores financeiros. Em paralelo, a empresa obteve uma decisão liminar que suspendeu execuções judiciais pelo prazo de 60 dias. Na petição à Câmara Wind, o advogado Felipe Demori alega que seu cliente detém títulos de dívida (notes) e é “direta e concretamente afetado pela mediação e por seus desdobramentos”, uma vez que integram o conjunto de créditos submetidos às tratativas. Segundo o documento, o ingresso do bondholder, em igualdade de condições com os demais credores, é “legítimo e oportuno”, além de conferir maior representatividade a um eventual acordo. A tendência é que outros minoritários ingressem com pedidos semelhantes em breve. O entendimento é de que a mediação nos termos atuais favorece apenas grandes bondholders e bancos.
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