Questionado sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade caso haja nova rodada de tarifas, o ministro respondeu que “precisa ser confirmado” Segundo Durigan, é preciso aguardar uma confirmação oficial, porque o Brasil 'tem razão' — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira (15), que ainda não houve confirmação da imposição de tarifas pelos Estados Unidos e que não considera a medida inevitável. Segundo ele, é preciso aguardar uma confirmação oficial, porque o Brasil "tem razão". “É sempre muito lamentável que um país como o Brasil, que tem renda per capita, PIB per capita menor que os Estados Unidos, e dá superávit para os Estados Unidos, portanto o Brasil tem déficit na balança comercial, que o Brasil seja punido segundo a própria lógica da administração Trump. Então, é difícil entender a razão, mas a gente segue atento, aguardando a confirmação”, afirmou aos jornalistas. Questionado sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade caso haja nova rodada de tarifas, o ministro respondeu que “precisa ser confirmado”. “O Congresso Nacional aprovou por unanimidade a Lei de Reciprocidade. Então, de novo, aqui nós estamos falando de soberania, de consenso nacional, que eu tenho buscado muito”, comentou. Termina nesta quarta-feira (15) o prazo final para conclusão da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que pode resultar em novo tarifaço contra produtos brasileiros. Como mostrou o Valor, o governo federal acredita que a politização do tema, por conta da eleição presidencial no Brasil, levará os EUA a imporem uma nova taxa de 25% sobre as importações vindas do Brasil. A expectativa é que Washington adote a sobretaxa e aguarde o resultado do pleito para conhecer o presidente brasileiro a partir de 2027, e só então definir como serão conduzidas as negociações.