Dario Durigan disse a jornalistas nesta manhã que está sendo avaliado 'com cautela' eventual processo de reciprocidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 15:18 Ministro da Fazenda descarta retaliação imediata às tarifas dos EUA O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que "não cabe falar em retaliação" em resposta às tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, enfatizando a análise cautelosa de reciprocidade. Embora o Congresso tenha aprovado medidas de proteção, Durigan descarta retaliações imediatas, priorizando a estabilidade econômica e diálogo com empresários. EUA impuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afetando exportações importantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que “não cabe falar em retaliação” ao comentar as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Ele lembrou que o Congresso Nacional aprovou uma lei que protege os interesses do país e prevê mecanismos a serem adotados em casos de medidas unilaterais por parte de outros países, como a reciprocidade, mas descartou recorrer ao recurso no momento. — Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo, fora do nosso trabalho — disse a jornalistas em São Paulo (SP). Durigan continuou: — A gente não pode entrar nessa ótica de usar o momento político-eleitoral para fazer ataques políticos-eleitorais, prejudicando a economia. O meu papel é garantir que a economia siga estável, numa boa trajetória, seja protegendo, discutindo com os empresários brasileiros, seja avaliando com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que a gente acompanhe isso, leve ao presidente. Os Estados Unidos anunciaram semana passada que passariam a aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho, com uma lista de exceções que abrange produtos importantes da pauta de exportações, como carne e suco de laranja. Com o aumento, o Brasil terá a segunda maior tarifa efetiva cobrada pelos Estados Unidos, atrás apenas da China. A estimativa é da iniciativa suíça Global Trade Alert, que monitora acordos comerciais e sobretaxas aplicadas pelo país. Na sexta-feira passada, em reunião com os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou a retaliação como o desfecho mais provável. Ontem, no entanto, reportagem do GLOBO mostrou que um eventual contra-ataque foi postergado. Durigan acrescentou que o governo ainda irá analisar os impactos sobre os diferentes setores antes de adotar medidas e reiterou que as metas macroeconômicas serão cumpridas. — A gente vai, como eu disse ontem, garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico para o país como um todo, em que pese a gente saber que alguns setores específicos precisam de atenção. É isso que a gente está fazendo agora com muito diálogo com os diferentes setores.
'Não cabe falar em retaliação', diz ministro da Fazenda sobre tarifas dos EUA
Dario Durigan disse a jornalistas nesta manhã que está sendo avaliado 'com cautela' eventual processo de reciprocidade







