Presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve, John Williams, usa esses três marcos como um retrato de uma economia “em alta” da cidade A cantora americana Taylor Swift — Foto: Natacha Pisarenko/AP Copa do Mundo, o título dos Knicks na NBA e o “casamento do ano”, de Taylor Swift com Travis Kelce, viraram, de forma bastante inusitada, parte de um discurso sobre política monetária. O presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), John Williams, usou esses três marcos como um retrato de uma economia “em alta” da cidade de Nova York em um discurso feito para empresários nesta quarta-feira. “A economia da cidade se recuperou plenamente da pandemia e apresenta um forte impulso para continuar crescendo. Quero deixar claro que essa conclusão não decorre apenas do entusiasmo provocado pelos acontecimentos recentes na região — entre eles, um título da NBA conquistado após uma espera de 53 anos, a realização da Copa do Mundo, uma versão americana de um casamento real e as comemorações de 250 anos dos EUA”, disse Williams. Para ele, há dados reais que dão apoio a essa melhora no ambiente econômico de Nova York, como o fato de a cidade ter se tornado um polo de tecnologia importante e a procura crescente por espaços corporativos na região. Não é a primeira vez que a agenda de shows e eventos de Taylor Swift vira assunto para autoridades monetárias. Em 2023, o próprio Fed mencionou a artista no Livro Bege, onde a distrital da Filadélfia destacou maio como o melhor mês para a receita hoteleira da cidade desde o início da pandemia. O bom resultado foi atribuído, em parte, à turnê Eras Tour, em um episódio que ajudou a popularizar o termo “Swiftonomics” para descrever o impacto econômico de grandes turnês. Já na Suécia, também em 2023, parte de uma surpresa altista na inflação em Estocolmo veio da disparada nos preços de hotéis durante os shows de Beyoncé na cidade, em mais um sinal importante do cruzamento entre a cultura pop e a condução da política monetária em diferentes economias.
Copa do Mundo, Knicks e Taylor Swift: o otimismo do Fed com NY
Presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve, John Williams, usa esses três marcos como um retrato de uma economia “em alta” da cidade






