O retorno da cobrança da tarifa do transporte coletivo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, veio acompanhado de longas filas para quem pega ônibus, confusão entre quem tentou pagar com cartão de débito e queixas de usuários que criticam a maneira como a medida foi implementada.

A compra do bilhete, que custa R$ 5, voltou a ser obrigatória para quem não mora no município a partir desta quarta-feira (15). Até então a prefeitura municipal subsidiava integralmente o serviço para todos os usuários.

A prefeitura diz que a mudança se deve a um mau planejamento da política da tarifa zero. Se no início estimou-se um aumento de até 50% no número de passageiros, o crescimento, diz o governo local, foi de 300%, passando de 20 mil para 80 mil usuários diários.

A partir desta quarta, a gratuidade vale somente a moradores de São Caetano que fizerem um cadastro comprovando manter residência na cidade, entre outras exigências.

Quem é de fora, por sua vez, paga em dinheiro ou com um cartão que pode ser solicitado no site da Vipe (Viação Padre Eustáquio), responsável pelo transporte público local.