A troca de donos da concessionária que administra o aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, incluiu o pagamento de um bônus total de R$ 29 milhões para seis diretores da empresa na reta final do processo, premiando os gestores que perderam a disputa pelo controle da empresa.
A acusação partiu da própria sócia da concessionária RioGaleão, a Infraero, que agora se nega a pagar metade desse bônus. A estatal considera a remuneração extra irregular, por premiar justamente quem foi derrotado no processo de venda da concessão. Já a RioGaleão afirma que a remuneração foi aprovada em assembleia de acionistas.
A Folha teve acesso a detalhes do caso. No dia 5 de março deste ano, houve uma reunião entre os sócios da RioGaleão para definir os detalhes sobre o destino do contrato. A concessionária chegava ao fim de um ciclo para tentar reerguer o contrato, após uma sucessão de crises. Ela é formada pela Infraero (49%) e mais dois sócios privados (51%): a gestora brasileira Vinci Compass e a Changi Airports International, de Singapura.
Por meio de um acordo costurado com o governo e o TCU (Tribunal de Contas da União), ficou decidido que, em vez de fazer uma nova licitação, o que demandaria muito tempo, haveria uma troca de controle da atual concessionária. O contrato, que termina em 2039, seguiria normalmente, mas com outros investidores.








