Segundo Eduardo Cavaliere, a reorganização da malha aérea permitiu recuperar o Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOGaleão), que havia perdido passageiros nos últimos anos 'Se mexerem na coordenação dos aeroportos, vai ter manifestação na porta do órgão responsável', disse Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio — Foto: Marco Antonio Lima/Prefeitura do Rio O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, defendeu a manutenção da política de coordenação entre os aeroportos do Galeão e Santos Dumont e afirmou que qualquer mudança no modelo representaria um retrocesso para a economia fluminense. Segundo ele, a reorganização da malha aérea permitiu recuperar o Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOGaleão), que havia perdido passageiros nos últimos anos. Ao comentar a inauguração do voo direto da Gol entre o Rio e Nova York, Cavaliere afirmou que, antes da mudança na regulação, "tentaram convencer os brasileiros e os cariocas de que esse aeroporto não era viável". Na avaliação do prefeito, "o que aconteceu no Galeão antes da mudança da regulação foi um escândalo, um absurdo, foi inaceitável". Após a pandemia, o Galeão perdeu parte de sua movimentação, enquanto o Santos Dumont concentrava a maior parte dos voos domésticos. Em 2023, o governo federal restringiu operações no aeroporto central do Rio para redistribuir a demanda e fortalecer o RIOGaleão. A política foi mantida durante o processo de venda assistida da concessão do aeroporto, vencido pela espanhola Aena em março. Sem citar discussões em andamento, Cavaliere afirmou que reagirá caso a política seja revista. "Se mexerem na coordenação dos aeroportos, vai ter manifestação na porta do órgão responsável", disse. Segundo o prefeito, a reorganização permitiu que o Galeão passasse de cerca de 5 milhões de passageiros para quase 18 milhões em 2025, com expectativa de atingir aproximadamente 20 milhões neste ano. Questionado sobre o incentivo concedido pela prefeitura para viabilizar a rota Rio-Nova York, Cavaliere afirmou que o município destinou US$ 3 milhões, por meio de um fundo criado em parceria com o RIOGaleão, para atrair novas ligações internacionais consideradas estratégicas. Segundo ele, o objetivo da política vai além do turismo. "Quando um tomador de decisão avalia investir no Rio ou no Brasil, ele sabe que está a um voo direto de Nova York, um dos principais centros financeiros do mundo. Isso aumenta a competitividade da cidade para atrair investimentos, além de gerar emprego e renda", afirmou. O prefeito também atribuiu a recuperação do Galeão à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de coordenar os aeroportos do Rio. Segundo ele, a medida fortaleceu o terminal sem prejudicar outros aeroportos brasileiros. "O Galeão é, hoje, a principal porta de entrada do turismo internacional no Brasil", disse. Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes também comemorou o início da operação e ironizou os embarques via São Paulo. "Agora vocês podem ir para Nova York sem enfrentar o trânsito até Guarulhos. Pousem no Galeão e embarquem direto para o JFK", escreveu.