Valdemar Costa Neto é velho conhecido dos escândalos políticos no Brasil. O presidente do PL foi condenado no mensalão, investigado na Lava Jato e indiciado na tentativa de golpe de Jair Bolsonaro (PL). A ninguém surpreende, portanto, que seu nome apareça na farra das emendas parlamentares.
De acordo com a Polícia Federal, Valdemar, que não é deputado nem senador, vinha direcionando recursos da Câmara conforme seus próprios interesses, "em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato" (desvio de dinheiro público).
Ao todo, são 21 emendas sob suspeita, com datas que variam de junho de 2024 a março de 2026 e somam R$ 119 milhões. Como a PF acredita que o próprio Valdemar possa ter sido o beneficiário final dessa dinheirama, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de valor correspondente em bens do ex-deputado.
O presidente do PL se disse surpreso com a decisão de Dino. Por meio de seus advogados, afirmou que o ministro "parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária".
De fato, no atual estágio da investigação, ainda não se conhecem evidências de que as verbas parlamentares tenham engordado os bolsos de Valdemar. E, sem dúvida, é possível que, na condição de presidente do PL, ele estivesse apenas participando de debates relativos à melhor destinação de certos recursos.











