O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou o bloqueio de até 119 milhões de reais em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A investigação da Polícia Federal mira suspeitas de interferência ilícita do ex-deputado federal no direcionamento de emendas parlamentares.
Segundo a PF, Valdemar, com a ajuda de três funcionários da Câmara, desviou ao menos 21 emendas parlamentares, no total de 119,2 milhões de reais. Ele teria decidido quem seriam os beneficiários das verbas nas planilhas enviadas aos ministérios responsáveis pela transferência do dinheiro.
A corporação aponta que o suposto esquema consistia em um “arranjo decisório paralelo”, no qual planilhas sinalizavam indicações “do Valdemar” ou “do VCN”. Nas listas, no entanto, deputados federais eram citados como “solicitantes” dos recursos, a fim de omitir o verdadeiro autor.
Dino decidiu também mandou suspender imediatamente os pagamentos dessas emendas. O ministro enviou ainda um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que entregue em até dez dias todos os documentos de tramitação das emendas suspeitas.
A PF identificou que os servidores Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto e Nara Brum teriam trabalhado com Valdemar no suposto esquema. Os investigadores sustentam que o papel do trio seria “contabilizar e planilhar as indicações do presidente do PL”, com “claras manobras no sentido de realocar indicações de Valdemar conforme as diretrizes passadas pelo ex-parlamentar, em evidente desvio de finalidade”.










