Às vezes nos parece, ao falar sobre erros e acertos de técnicos, que eles têm controle remoto, como se futebol fosse um videogame com joy stick. Não é. Mas Luis de la Fuente fez parecer que tinha ao programar um jogo executado exatamente como a Espanha se propôs a fazer.

Não foi por causa do treinador, claro. Lamine Yamal foi mais rápido que Digne e sofreu o pênalti convertido por Oyarzábal, o zagueiro Laporte teve atuação estupenda, Rodri e Fabián Ruiz controlaram Olise, Mbappé foi o francês mais perigoso e distante do que mostrou na Copa.

Tudo isso e mais o que se sabia que a Espanha tentaria fazer. Bloqueou a França com marcação por pressão e muita circulação da bola no campo de ataque.

Dobras de marcação perfeitas pelos lados, Cucurella apoiado por Alex Baena, para tirar Dembélé da partida. Pedro Porro com apoio de Lamine Yamal e Rodri do lado oposto.

O duelo era de estilos, de maneiras de se pensar futebol. Também de formações culturais diferentes, a França construindo um pensamento sólido dentro de sua seleção, independentemente de sua liga, dominada por um time do Qatar, com sede em Paris.