Moradores do Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo, protestaram na noite da segunda-feira (13) contra a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem da PM, gerou protestos na Avenida dos Sertanistas, na noite desta segunda-feira (13) — Foto: Reprodução/Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 17:56 Pastor é morto por PM em SP; família contesta versão policial Um pastor foi morto a tiros por policiais da PM em São Paulo durante uma abordagem no Jardim São Francisco. José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado no pescoço e coxa, morreu no hospital. A PM alega que ele tentou fugir e sacou uma arma. A família contesta, afirmando que ele era pastor há anos e estava desarmado. O caso é investigado pelo DHPP e a Corregedoria da PM, com análise de câmeras corporais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um pastor foi baleado e morto na noite desta segunda-feira (13) após uma abordagem de policiais das Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep) no Jardim São Francisco, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, José Carlos da Rocha Sobrinho foi baleado no pescoço, na nuca e na coxa direita. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Os manifestantes fecharam a Avenida dos Sertanistas no fim da noite. Pouco tempo depois, equipes da Polícia Militar chegaram ao local e dispersaram o grupo. De acordo com o registro policial, os agentes faziam patrulhamento de rotina em uma região conhecida por ser destino de muitos carros roubados, quando avistaram o veículo dirigido por José Carlos. Ainda segundo o relato dos policiais, foi dada ordem de parada, mas o motorista tentou fugir. Os agentes afirmam que se aproximaram do veículo e que José Carlos sacou uma arma. Em seguida, efetuaram os disparos. Os policiais também afirmam que apreenderam uma pistola com o pastor. No boletim de ocorrência, registraram ainda que ele possuía antecedentes criminais e seria integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A família, no entanto, contesta a versão da PM. Segundo parentes, José Carlos era pastor havia anos, tinha acabado de deixar uma irmã na igreja e estava voltando para casa quando foi abordado. Uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo da polícia, afirmou que a viatura da PM já estava na região antes da abordagem. Segundo o relato, os policiais estavam parando pessoas e fazendo abordagens quando permaneceram no ponto em que José Carlos foi baleado. "[A viatura] já estava no local. Parando algumas pessoas, perguntando, tudo certinho. Aí depois eles pararam no local onde a vítima foi baleada e ficaram um bom tempo ali. Parecia que estavam, realmente, esperando ele passar", disse à TV GLOBO. A mesma testemunha afirmou que José Carlos foi abordado e conversou com os policiais antes dos disparos. Em nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que o caso é investigado e que, segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. “Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado. O caso também é acompanhado pela Corregedoria da PM”.