Segundo a PM, homem morreu após trocar tiros com equipes da corporação durante uma operação no Jardim Guaianazes, na Zona Leste 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronickson Pimentel dos Santos — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 20:25 Confronto com polícia resulta na morte de suspeito de atentado em SP Um suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos morreu em confronto com a polícia no Jardim Guaianazes, São Paulo. A polícia investiga sua ligação com o crime. Ronickson, irmão de Eloá Pimentel, vítima de um caso de cárcere privado em 2008, segue internado após ser baleado. A Justiça decretou a prisão de dois suspeitos do atentado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um homem apontado como suspeito de participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos morreu na manhã desta quarta-feira (1º), durante uma ação da própria tropa no Jardim Guaianazes, na zona leste de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, os agentes chegaram até o suspeito após uma denúncia, e sua eventual participação na tentativa de homicídio será investigada pela Polícia Civil. Ainda segundo a corporação, o homem teria confrontado as equipes policiais e, na reação, foi atingido. Ele chegou a ser socorrido a uma unidade de saúde da região, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial. O delegado Nico Gonçalves, secretário de Segurança Púbica de São Paulo, confirmou ao GLOBO que a investigação aponta que os suspeitos planejavam há pelo menos três meses o atentado contra Ronickson Pimentel. Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça no último sábado, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O oficial permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Em boletim divulgado na terça-feira, a PM informou que ele apresentou melhora clínica, com redução da necessidade de medicamentos para manter a pressão arterial e boa resposta ao tratamento neurológico. Ronickson é alvo de pelo menos três inquéritos sobre mortes decorrentes de intervenção policial ocorridas durante ações da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da Polícia Militar paulista da qual ele faz parte. A investigação do atentado é conduzida pela Polícia Civil. Na segunda-feira, a Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos de participação no crime. Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves em outubro de 2008, em um cárcere privado que durou cerca de 100 horas e foi acompanhado ao vivo por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos de maior repercussão do país. Relembre o caso Eloá A adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, fazia um trabalho escolar com três colegas na sua casa, em Santo André, na Grande São Paulo, quando o seu ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, entrou no apartamento com um revólver de calibre 32. Ele agrediu com socos os meninos Iago Vieira e Victor Lopes e espancou Eloá com chutes e tapas. A partir de então, dizendo que "não tinha mais o que perder", proibiu todos de saírem. Começava, na tarde daquela segunda-feira, 13 de outubro de 2008, um cativeiro de cerca de cem horas, que atrairia a atenção do país e terminaria com uma tragédia, após uma atuação criticada da polícia no desfecho e ao longo do caso. Conforme a investigação policial sobre o caso, Eloá e Lindemberg haviam namorado por dois anos e sete meses, até a menina terminar o relacionamento por não mais tolerar o ciúme doentio e a personalidade agressiva do rapaz. Lindemberg, porém, não aceitou a decisão da adolescente e passou a persegui-la, chegando a agredir a menina fisicamente. Segundo o promotor público Antonio Nobre Folgado, responsável pela acusação, ao não conseguir reatar com Eloá, o jovem passou a fazer planos de matá-la, por não admitir que a adolescente vivesse sem ele. Um caso clássico de crime de gênero, nove anos antes da inclusão da tipificação de feminicídio no Código Penal. O sequestro terminou de forma trágica, na sexta-feira, 17 de outubro, em movimento considerado um erro da polícia. Por volta das 18h, depois de mais de cem horas de cativeiro, agentes do Gate e da Tropa de Choque da PM explodiram a porta do apartamento e invadiram. Mais tarde, os responsáveis diriam que a atitude foi motivada pelo som de um disparo que teria vindo da residência, algo negado por testemunhas. Antes que fosse imobilizado, Lindemberg atirou nas reféns. Eloá foi baleada na virilha e na cabeça. Ela foi levada a um hospital em estado grave e morreu no dia seguinte. Nayara foi alvejada no rosto. Ela deixou o local do crime andando, foi operada e se recuperou do ferimento. Em fevereiro de 2012, Lindemberg foi julgado, considerado culpado por 12 crimes e condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Sua sentença foi transmitida ao vivo por diversas emissoras. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 39 anos e três meses de prisão.
Irmão de Eloá: suspeito de participação em atentado contra tenente da Rota morre em ação policial na Zona Leste de SP
Segundo a PM, homem morreu após trocar tiros com equipes da corporação durante uma operação no Jardim Guaianazes, na Zona Leste












