Em publicação nas redes sociais, a esposa do policial afirmou que a tragédia familiar levou Ronickson Pimentel a transformar a dor em propósito e seguir carreira na Polícia Militar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronickson Pimentel dos Santos — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 10:19 Tenente da Rota baleado em São Caetano: investigação avança O tenente da Rota, Ronickson Pimentel, foi baleado em São Caetano do Sul. Em uma publicação, sua esposa destacou que ele transformou a dor da perda da irmã, Eloá, assassinada em 2008, em propósito ao ingressar na PM. Ronickson está internado em estado grave. Dois suspeitos de envolvimento no atentado foram presos e investigações seguem para identificar os autores dos disparos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no sábado durante um atentado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, realizou a prova para ingressar na Polícia Militar (PM) no mesmo dia em que sua irmã, Eloá Cristina Pimentel, foi morta. Em uma homenagem nas redes sociais, sua esposa, Cintia Pimentel, afirmou que a perda da irmã levou o policial a transformar o luto em propósito. Ronickson integra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM de São Paulo. — Talvez aquele dia tenha revelado o que sempre existiu dentro de você, a capacidade de se levantar quando a vida parece impossível. Você poderia ter permitido que a dor definisse a sua história, mas escolheu transformá-la em um propósito — afirmou Cintia. Ronickson ingressou na Polícia Militar em 2009, após servir como fuzileiro naval da Marinha entre 2006 e 2009. Formado oficial pela Academia do Barro Branco, passou pela Força Tática e, em 2019, concluiu o Curso de Ações Táticas Especiais (Cate), passando a integrar o 1º Batalhão de Polícia de Choque, unidade de elite da PM paulista. Eloá foi morta em outubro de 2008, aos 15 anos, após permanecer cerca de cem horas em cárcere privado mantida pelo ex-namorado, Lindemberg Alves. No último sábado, Ronickson foi baleado na cabeça durante um ataque a tiros em São Caetano do Sul. A Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos de participação no atentado, investigado pela Polícia Civil de São Paulo. O tenente permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e o estado de saúde é considerado gravíssimo. Ele está estável após passar por uma cirurgia de emergência no sábado. De acordo com as investigações, os suspeitos de 40 e 52 anos teriam atuado de forma coordenada com os executores do crime e integraram a estrutura de apoio à ação criminosa. A audiência de custódia está prevista para esta segunda-feira. Os investigados foram localizados pela Polícia Militar neste domingo, em Guaianases, na capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram ouvidos pela Polícia Civil. Embora não sejam apontados como responsáveis pelos disparos, os dois presos são suspeitos de terem dado suporte logístico aos autores do atentado. Segundo a Polícia Civil, câmeras de segurança registraram um Renault Logan branco acompanhando a motocicleta usada no crime, tanto antes quanto após os tiros. Em seguida, o carro passou a circular ao lado de um Fiat Palio e de um Chevrolet Astra, dirigidos pelos investigados, em um deslocamento que, de acordo com as investigações, ocorreu de forma coordenada. "As investigações prosseguem para esclarecer a participação de todos os envolvidos e identificar os autores dos disparos", diz o governo paulista. Relembre o caso Eloá A adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, fazia um trabalho escolar com três colegas na sua casa, em Santo André, na Grande São Paulo, quando o seu ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, entrou no apartamento com um revólver de calibre 32. Ele agrediu com socos os meninos Iago Vieira e Victor Lopes e espancou Eloá com chutes e tapas. A partir de então, dizendo que "não tinha mais o que perder", proibiu todos de saírem. Começava, na tarde daquela segunda-feira, 13 de outubro de 2008, um cativeiro de cerca de cem horas, que atrairia a atenção do país e terminaria com uma tragédia, após uma atuação criticada da polícia no desfecho e ao longo do caso. De acordo com a investigação policial sobre o caso, Eloá e Lindemberg haviam namorado por dois anos e sete meses, até a menina terminar o relacionamento por não mais tolerar o ciúme doentio e a personalidade agressiva do rapaz. Lindemberg, porém, não aceitou a decisão da adolescente e passou a persegui-la, chegando a agredir a menina fisicamente. Segundo o promotor público Antonio Nobre Folgado, responsável pela acusação, ao não conseguir reatar com Eloá, o jovem passou a fazer planos de matá-la, por não admitir que a adolescente vivesse sem ele. Um caso clássico de crime de gênero, nove anos antes da inclusão da tipificação de feminicídio no Código Penal. O sequestro terminou de forma trágica, na sexta-feira, 17 de outubro, em movimento considerado um erro da polícia. Por volta das 18h, depois de mais de cem horas de cativeiro, agentes do Gate e da Tropa de Choque da PM explodiram a porta do apartamento e invadiram. Mais tarde, os responsáveis diriam que a atitude foi motivada pelo som de um disparo que teria vindo da residência, algo negado por testemunhas. Antes que fosse imobilizado, Lindemberg atirou nas reféns. Eloá foi baleada na virilha e na cabeça. Ela foi levada a um hospital em estado grave e morreu no dia seguinte. Nayara foi alvejada no rosto. Ela deixou o local do crime andando, foi operada e se recuperou do ferimento. Em fevereiro de 2012, Lindemberg foi julgado, considerado culpado por 12 crimes e condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Sua sentença foi transmitida ao vivo por diversas emissoras. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 39 anos e três meses de prisão.
Tenente da Rota baleado em atentado fez prova para a PM de São Paulo no dia da morte da irmã, Eloá
Em publicação nas redes sociais, a esposa do policial afirmou que a tragédia familiar levou Ronickson Pimentel a transformar a dor em propósito e seguir carreira na Polícia Militar











