A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que não há estudos técnicos específicos e conclusivos que comprovem a segurança do aumento da mistura de etanol à gasolina de 30% para 32%, medida anunciada pelo governo federal nesta terça-feira (14).

A elevação foi autorizada em reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para tentar conter a alta no preço dos combustíveis em meio à guerra no Irã.

O posicionamento da Anfavea foi dado em uma carta enviada ao Ministério de Minas e Energia ainda em maio. No ofício, que o Painel teve acesso, a entidade diz que não houve ensaios de durabilidade de componentes com o E32.

"Uma vez que podem ocorrer degradação de materiais e corrosão. O aumento do teor de etanol pode comprometer elastômeros, mangueiras e vedações em sistemas não projetados para essa concentração", disse o documento.

O documento também foi assinado pela Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) e o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).