0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ataques aéreos dos EUA matam três no oeste do Irã, diz agência estatal — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 13:08 Inflação nos EUA tem maior queda mensal desde 2020 com trégua no Oriente Médio A inflação nos EUA teve a maior queda mensal desde 2020, com o IPC recuando 0,4% em junho, impulsionado por uma diminuição nos preços de energia, especialmente gasolina, devido a uma breve trégua no conflito no Oriente Médio. No entanto, com a retomada da guerra, espera-se um novo aumento na inflação. Especialistas destacam que a pressão inflacionária deve retornar, com fatores como demanda por IA e tarifas comerciais contribuindo para isso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que durou menos de um mês, e seu impacto na inflação foram comprovados pelo resultado do CPI (o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos), que recuou 0,4% em junho ante maio, resultado bem abaixo da expectativa do mercado, que apontava para queda de 0,1%. É a maior retração mensal desde abril de 2020, quando o índice caiu 0,8%. Na comparação anual, a inflação desacelerou para 3,5%, também abaixo da mediana esperada, de 3,8%, e recuou de forma expressiva ante os 4,2% registrados em maio. O núcleo, que exclui alimentos e energia, ficou estável no mês, sem variação, também abaixo do avanço de 0,2% projetado pelo mercado. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, explica que a energia foi o principal responsável pela queda do índice cheio, com recuo de 5,7% no mês, revertendo as altas de 3,9% em maio e 3,8% em abril, impulsionado sobretudo pela queda da gasolina. Segundo ele, o movimento mais que compensou os avanços em habitação e alimentos, que subiram 0,2% e 0,1%, respectivamente. Dentro do núcleo, seguro de veículos, comunicação, vestuário e cuidados médicos caíram no mês, enquanto lazer, mobiliário doméstico e cuidados pessoais avançaram. A queda pontual dos preços de energia em junho foi favorecida pela trégua no conflito no Oriente Médio. Como a guerra recomeçou, o petróleo voltou a subir, o que deve ter impacto sobre a inflação. — O alívio de junho parece ter sido temporário, e a pressão inflacionária deve retornar nas próximas leituras. O próprio Fed já havia sinalizado essa cautela na ata de junho, ao apontar o conflito no Oriente Médio, a forte demanda por investimentos em inteligência artificial e os efeitos das tarifas comerciais como os principais vetores de pressão inflacionária.