EUA atacaram mais de 90 alvos militares no Irã entre 7 e 8 de julhoSistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones e outros ativos foram o alvo do bombardeio. Ao menos 14 pessoas morreram nas investidas. Crédito: Comando Central dos EUAAs cotações do petróleo voltaram a dar suas corcovadas. Depois do Memorando de Entendimento entre Estados Unidos e Irã, haviam despencado para a altura dos US$ 71 por barril, com tendência a baixar ainda mais, pela normalização.Como, no entanto, alguns petroleiros voltaram a ser atacados pelo Irã no Estreito de Ormuz, o presidente Trump declarou que “o acordo acabou”, redobrou suas ameaças e voltou a bombardear o Irã. A partir daí, os preços do petróleo tipo Brent empinaram e chegaram a passar os US$ 80 por barril, disseminando nova onda de pânico.O presidente Donald Trump declarou que “o acordo acabou”, redobrou suas ameaças e voltou a bombardear o Irã. A partir daí, os preços do petróleo tipo Brent empinaram e chegaram a passar os US$ 80 por barril, disseminando nova onda de pânico.PUBLICIDADEO mercado passou a temer pelo pior. Ficou escancarada a fragilidade do acordo, assinado mais por conveniência do que por encaminhamento de soluções definitivas dos conflitos aí envolvidos.E voltou o pesadelo de novo fechamento do Estreito e, com ele, as consequências prováveis: novo período de alta do petróleo e do gás, interrupção dos fluxos de distribuição de produtos essenciais para a produção, inflação, alta dos juros, queda da atividade econômica e tudo o mais.Leia tambémTrump declara fim da trégua com o Irã e ameaça: ‘esta noite vamos atacá-los com força’Cessar-fogo no Irã se desintegrou. O que Trump fará agora?Mas, atenção, essa nova fonte de perplexidade e de incertezas não é tudo. Há limites para o recrudescimento do conflito e para levar a cabo as intimidações externadas pelo presidente Trump, praticamente as mesmas que definiram a debilidade do acordo. PublicidadeOs novos ataques ao Irã até poderiam ser mais contundentes do que já foram no auge das ações militares. No entanto, elas piorariam as condições da economia mundial e dos Estados Unidos. Mais do que isso, deteriorariam as condições eleitorais do presidente Trump nas próximas eleições intermediárias de novembro, cruciais para determinar as condições políticas do seu governo. Destruir a capacidade de produção e exportação de petróleo do Irã, por exemplo, voltaria a fechar o Estreito e produziria novo desequilíbrio no mercado global.As novas ameaças, de alta contundência verbal, feitas por Trump e por membros do seu governo não são mais agressivas do que já foram e, afinal, não produziram o efeito pretendido ou, simplesmente, não foram cumpridas.Difícil saber agora como tudo se arranja. Mas fica cada vez mais difícil maior agravamento da situação econômica – salvo apareça novo distúrbio hoje fora da tela dos radares.A instabilidade dos mercados e a volatilidade que a acompanha deverão continuar sabe-se lá até quando. E a própria dinâmica da economia mundial deverá encarregar-se de conviver com as incertezas, como já começara a conviver antes da tentativa de acordo.Publicidade