Investidores repercutem resultados trimestrais, em especial no setor bancário, e sabatina do presidente do Fed no Congresso Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg A leitura benigna do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA de junho gerou um forte alívio nos ativos americanos, sobretudo com o recuo das taxas dos Treasuries e do dólar no exterior. As bolsas americanas também foram beneficiadas, embora operem sem sinal único, com os investidores repercutindo uma série de resultados trimestrais, em especial no setor bancário. Os investidores também digerem a sabatina do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no Congresso. O petróleo, por sua vez, opera volátil hoje. A commodity iniciou o dia em forte alta, em meio à escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã, mas devolveu grande parte dos ganhos no início da tarde à medida em que o presidente americano, Donald Trump, descartou a aplicação de um pedágio pelo tráfego pelo Estreito de Ormuz. O preço do barril voltou a subir após novas explosões serem ouvidas em território iraniano. O petróleo Brent com entrega para setembro tinha alta de 2,50%, cotado a US$ 85,38 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), próximo às 13h10 (horário de Brasília). O WTI com vencimento em agosto avançava 1,82%, a US$ 79,56, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O CPI caiu 0,4% em junho, abaixo do consenso de recuo de 0,2%. Já o núcleo do indicador, que exclui itens voláteis como energia e alimentação, ficou estável na base mensal, depois de avançar 0,2% em maio. O rendimento da T-note de 2 anos recuava a 4,223%, de 4,296% do ajuste anterior. A taxa da T-note de 10 anos ia a 4,594%, de 4,620%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, tinha queda de 0,32%, aos 100,90 pontos. As taxas dos Treasuries e o dólar se afastaram das mínimas intradiárias após Warsh afirmar que os dados do CPI não indicam uma “missão cumprida” no combate à inflação. O presidente do Fed também afirmou que os mandatos do banco central americano não estão em conflito e que não há um lado favorito, embora tenha destacado que o mercado de trabalho está estável e que há trabalho a ser feito quanto à inflação. O índice Dow Jones perdia 0,19%, aos 52.401,30 pontos, pressionado pela queda nas ações da IBM (-24,67%). O S&P 500 tinha alta de 0,18%, aos 7.528,88 pontos; e o Nasdaq avançava 0,66%, aos 26.042,96 pontos. O setor financeiro (+0,37%) dava suporte às bolsas, após os resultados trimestrais do Citi (-4%), J.P. Morgan (+2.04%), Bank of America (+1,98%), Goldman Sachs (+7,39%) e Wells Fargo (-2,28%). Vail Hartman, da BMO Capital, aponta para o fato de que os dados indicaram uma desinflação generalizada nas três principais categorias monitoradas de perto pelo Fed: bens (excluindo itens voláteis), habitação, e serviços (excluindo habitação). “Assim, os dados enfraquecem os argumentos a favor de um aumento das taxas de juros em julho”, disse o estrategista de juros. A equipe de pesquisa do Bank of America vai em uma linha similar e afirma que a leitura abaixo do esperado para o CPI dá a possibilidade de o Fed manter as taxas inalteradas por algum tempo. Ainda assim, o banco mantém a projeção de que o banco central americano aumentará os juros três vezes neste ano, com início em setembro. “Ainda acreditamos que Warsh teria apoio suficiente para um aumento de juros em julho, caso desejasse avançar nessa direção.” O consenso do mercado aponta para uma manutenção dos juros neste mês, segundo dados compilados pelo CME Group. A leitura abaixo do esperado também fez com os investidores ampliassem as apostas por uma manutenção (37%) na reunião de setembro, embora a maioria ainda aponte para uma alta dos juros (63%).
Ativos dos EUA registram alívio após dado de inflação; bolsas de NY seguem mistas
Investidores repercutem resultados trimestrais, em especial no setor bancário, e sabatina do presidente do Fed no Congresso






