CPI mais fraco melhora apetite por risco, mas saída de ETFs e guerra no Oriente Médio seguem no radar Representações do bitcoin — Foto: Kanchanara/Unsplash O bitcoin (BTC) opera em alta nesta terça-feira (14), acompanhando a melhora do apetite por risco após a divulgação de dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos. O alívio veio no momento em que o mercado ainda monitora saídas de ETFs à vista e tensões no Oriente Médio. Por volta das 10h50, o bitcoin era negociado a US$ 63.816,03, com alta de 2,1% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Em reais, o ativo valia R$ 324.382,62, com avanço de 1,01%, de acordo com o CoinTrader Monitor. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 3,5% em 12 meses em junho, abaixo dos 4,2% registrados em maio. Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina, o dado trouxe alívio ao mercado cripto ao reforçar a percepção de que as pressões inflacionárias perderam força. Para ele, a desaceleração aumenta a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa adotar uma postura mais flexível nos próximos meses. A leitura também ajudou a compensar parte da cautela com os ETFs spot de bitcoin nos Estados Unidos. Segundo dados da Farside Investors, os fundos registraram saída líquida de US$ 424,7 milhões na segunda-feira, maior retirada diária desde 26 de junho. Apesar da reação positiva desta manhã, Herrera afirma que os investidores seguem atentos aos desdobramentos da escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. Uma nova pressão sobre o petróleo reacende preocupações com inflação global e aumenta a volatilidade dos mercados. Entre as principais altcoins, o ethereum (ETH) subia 4,8%, a US$ 1.872,23, enquanto a BNB avançava 1,6%, a US$ 579,19. O XRP tinha alta de 1,5%, a US$ 1,10, e a solana (SOL) ganhava 1,3%, negociada a US$ 77,14.