O bitcoin (BTC) volta a cair nesta quarta-feira (10), acompanhando a piora do apetite por risco no exterior. A nova escalada entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo, reforçou preocupações com inflação e colocou os juros americanos novamente no centro das atenções do mercado. Por volta das 10h40, o bitcoin era negociado a US$ 62.068,57, com queda de 0,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Em reais, o ativo valia R$ 321.046,5, de acordo com o CoinTrader Monitor. Mais cedo, a criptomoeda apagou parte da recuperação vista no início da semana, quando a Strategy, empresa de Michael Saylor, anunciou a compra de mais 1.550 bitcoins. Para André Franco, CEO da Boost Research, a combinação de petróleo em alta, tensão no Oriente Médio, dólar firme e reprecificação dos juros nos Estados Unidos reduz o apetite por ativos de risco. “O Bitcoin apresenta expectativa de curto prazo negativa”, afirma. Segundo Franco, o ativo tende a oscilar entre US$ 60 mil e US$ 62 mil no curto prazo. Ele vê risco de teste da parte inferior dessa faixa caso o CPI dos Estados Unidos venha acima do esperado ou novas notícias indiquem ampliação do conflito no Estreito de Ormuz. Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, afirma que os investidores já reduziram as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo e passaram a precificar uma política monetária restritiva por mais tempo. As saídas dos ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos desaceleraram, mas ainda não foram suficientes para mudar o humor do mercado. Dados da Farside Investors mostram resgates de US$ 168 milhões até agora nesta semana, após mais de US$ 5 bilhões em saídas nas três semanas anteriores. Entre as principais altcoins, o movimento também era negativo. O ethereum (ETH) caía 2,5%, para US$ 1.633,44; o XRP recuava 4,1%, a US$ 1,12; a solana (SOL) perdia 3,2%, para US$ 64,16; e a BNB tinha baixa de 1,5%, cotada a US$ 588,04.