Segundo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos após dois petroleiros do país serem atingidos por mísseis do Irã O navio petroleiro VLCC Mobassa B (anteriormente chamado Front Forth), um dos dois petroleiros que, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz , em Roterdã, Holanda, em 18 de agosto de 2024, nesta imagem obtida pela Reuters em 14 de julho de 2026. — Foto: Edwin van Werd/via REUTERS Um tripulante indiano morreu e outros oito ficaram feridos quando dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos no Estreito de Ormuz, informou nesta terça-feira o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, no mais recente episódio de escalada na estratégica hidrovia. A Adnoc L&S, braço de transporte marítimo da Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc), confirmou posteriormente que os navios-tanque de petróleo bruto de grande porte (VLCCs) Mombasa B e Al Bahyah foram atingidos enquanto transitavam por Ormuz e sofreram "danos significativos". A Adnoc, estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, está entre as participantes mais ativas de uma operação liderada pelos militares americanos para transportar petróleo bruto do Golfo a compradores internacionais por meio de transferências de carga de navio para navio (STS, na sigla em inglês) além do Estreito de Ormuz, informou a Reuters no mês passado. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que não reconheceu oficialmente as transferências STS, afirmou em 12 de julho que havia facilitado a passagem de mais de 800 embarcações e de mais de 400 milhões de barris de petróleo bruto pelo estreito nos dois meses anteriores. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que os petroleiros foram alvo de ataques na faixa de navegação ao sul do estreito, quando navegavam em águas territoriais de Omã. O tripulante morto estava a bordo do Mombasa, informou o ministério. Dos oito feridos, quatro sofreram ferimentos graves. Seis dos feridos eram cidadãos indianos e dois eram cidadãos ucranianos, informou o ministério. Os ataques causaram danos materiais aos dois petroleiros após incêndios irromperem a bordo. O ministério afirmou que as chamas foram controladas. A pasta condenou o que chamou de "ataque flagrante" e afirmou que os Emirados Árabes Unidos mantêm "pleno direito de responder a essa escalada". A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta terça-feira que dois superpetroleiros "infratores" foram atingidos e ficaram fora de operação no Estreito de Ormuz após ignorarem repetidos alertas, desligarem seus sistemas de navegação e tentarem atravessar o que a corporação descreveu como uma rota minada. O comunicado da Guarda Revolucionária não identificou as embarcações nem informou se fazia referência aos mesmos petroleiros citados pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos. Na nota, a Guarda acusou os Estados Unidos de "incitar embarcações a utilizarem uma rota ilegal" e afirmou que a cooperação com o "inimigo agressor" apenas resultaria em danos, atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz e uma crise energética global. Separadamente, a agência United Kingdom Maritime Trade Operations (Ukmto) informou nesta terça-feira que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida enquanto navegava a 40 milhas náuticas a nordeste de Qalhat, em Omã. A Ukmto informou que o comandante da embarcação relatou que o projétil atingiu a casa de máquinas a estibordo e que todos os tripulantes estavam em segurança. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente se o relato da Ukmto se referia ao mesmo incidente informado pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos. Os episódios mais recentes na hidrovia ocorrem após semanas de tensões crescentes desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Os militares americanos realizaram uma terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã na segunda-feira, enquanto o presidente Donald Trump restabeleceu um bloqueio ao transporte marítimo iraniano e propôs cobrar uma taxa de 20% para proteger o Estreito de Ormuz. O comando militar conjunto de mais alto nível do Irã afirmou que os Estados Unidos não têm qualquer papel na definição do futuro da hidrovia e que não será permitido que intervenham. O conflito desestabilizou o Golfo e se espalhou pela região, com o Irã atacando bases americanas em vários países. Também colocou em dúvida um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, assinado no mês passado, para reabrir o estreito e interromper as hostilidades. Antes do início do conflito, em fevereiro, cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás passava diariamente por Ormuz, transportando mais de 15 milhões de barris de combustíveis para os mercados globais, em um volume avaliado em pelo menos US$ 1,2 bilhão.
Petroleiros são atacados ao tentarem cruzar Estreito de Ormuz
Segundo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos após dois petroleiros do país serem atingidos por mísseis do Irã















