Cerimônia reúne tropas da coalizão que apoia Kiev e marca os dez anos do ataque jihadista em Nice, no sul da França, que matou 86 pessoas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente francês Emmanuel Macron e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Francesas, Fabien Mandon, inspecionam as tropas no carro de comando, seguidos pelo general do Corpo de Exército e governador militar de Paris, Loïc Mizon (à esquerda), durante o desfile militar anual do Dia da Bastilha na Avenida Champs-Élysées, em Paris — Foto: LOU BENOIST / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 05:30 Macron e Zelensky juntos no desfile do Dia da Bastilha em Paris No desfile do Dia da Bastilha, Emmanuel Macron recebeu Volodymyr Zelensky, destacando o apoio à Ucrânia e homenageando as vítimas do ataque jihadista em Nice, que completou dez anos. O evento em Paris contou com tropas da coalizão que apoia Kiev. Macron, em seu último desfile como presidente, reiterou a defesa da liberdade e do Estado de Direito, enquanto a França se prepara para as eleições de 2024. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente francês, Emmanuel Macron, presidirá nesta terça-feira seu décimo e último desfile nacional como chefe de Estado, ao lado do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no início de um dia carregado de simbolismo, que marca os dez anos dos ataques jihadistas que abalaram o país. O desfile militar anual — que celebra a Tomada da Bastilha, em Paris, em 14 de julho de 1789, durante a Revolução Francesa — deve reunir uma multidão antes da partida entre França e Espanha, pela semifinal da Copa do Mundo, no fim do dia. Dezenas de milhares de pessoas são esperadas para as comemorações no centro de Paris, apesar da intensa onda de calor, que provocou um incêndio florestal nos arredores da capital e levou à proibição de fogos de artifício em diversas regiões do país. O desfile e a demonstração aérea — que neste ano contarão com tropas de aliados de Kiev, além de militares e copilotos ucranianos — ocorrem em um momento em que a invasão russa em larga escala da Ucrânia entra em seu quinto ano. O desfile pela avenida Champs-Élysées, na capital francesa, deverá começar por volta das 10h (8h GMT), com a participação de 500 soldados da Coalizão dos Dispostos, que apoia Kiev na guerra contra Moscou. Cerca de 25 soldados ucranianos desfilarão ao lado das tropas dos países integrantes da coalizão, um dia após o encontro dos líderes dos Estados-membros em Paris. 'Símbolo poderoso' Desde o ano passado, França e Reino Unido lideram a coalizão, formada por países dispostos a integrar uma força multinacional liderada pela Europa em território ucraniano após a assinatura de um acordo de cessar-fogo. Macron afirmou na segunda-feira que a Europa lutará com unhas e dentes pela liberdade. — A mensagem que enviamos ao mundo é esta: sim, a paz é o nosso objetivo — disse ele em seu tradicional discurso às Forças Armadas. — Sim, prezamos a liberdade e o Estado de Direito. E, sim, estamos prontos para lutar para defendê-los. Sempre, mesmo que isso signifique derramamento de sangue. Um integrante do gabinete presidencial afirmou que o desfile será "um símbolo poderoso de uma Europa que está se conscientizando de quão perigoso o mundo é e de que precisa tomar as rédeas do próprio destino". Mais tarde, à noite, os fãs de futebol acompanharão a partida entre França e Espanha, às 21h (19h GMT). Depois de conquistar a Copa do Mundo em 2018, a seleção francesa chegou à final da edição de 2022, mas foi derrotada pela Argentina. Macron afirmou que o evento esportivo será precedido por um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos ataques jihadistas ocorridos há dez anos na cidade de Nice, no sul da França. Aniversário dos ataques Em 14 de julho de 2016, um caminhoneiro atropelou uma multidão que deixava as comemorações da queima de fogos do Dia da Bastilha em Nice, no sul da França, matando 86 pessoas e ferindo mais de 400. O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, afirmando que o tunisiano Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, de 31 anos, era um de seus seguidores. O motorista foi morto pela polícia no local. O ataque ocorreu menos de um ano após os atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris e arredores, considerados os mais mortais em tempos de paz na história da França, que deixaram 130 mortos. O desfile militar deste ano será o último de Macron como presidente antes de deixar o cargo no ano que vem, após cumprir o limite de dois mandatos consecutivos. A extrema direita espera ter sua melhor oportunidade de chegar ao poder nas eleições que começam em abril do próximo ano. A líder da extrema direita, Marine Le Pen, mantém sua quarta candidatura à Presidência, apesar de ter sido condenada por peculato. Nos primeiros meses de seu mandato, Macron utilizou o desfile do Dia da Bastilha de 2017 para recepcionar o então recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidado de honra da cerimônia durante seu primeiro mandato.