Produção da fruta de casca escura e rugosa cresce ano a ano no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O avocado é indicado por nutricionistas por ter fibras, potássio e vitaminas — Foto: Jaguary/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 20:25 Brasil mira terceiro lugar no ranking mundial de produção de avocado A safra de avocado no Brasil deve alcançar um recorde de 60 mil toneladas, com 90% da produção voltada para exportação. O cultivo da variedade hass, de casca escura e rugosa, tem crescido, incentivando produtores de café e laranja a diversificarem suas culturas. Apesar de desafios climáticos, o aumento da área plantada e o interesse de investidores impulsionam o Brasil, que já é o 10º produtor mundial, a buscar o terceiro lugar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil deve colher neste ano a maior safra de abacate hass, ou avocado, já registrada. A Abacates do Brasil, associação que reúne produtores, técnicos e viveiristas da fruta, projeta 60 mil toneladas, o dobro do volume de 2025. Incentivada pelas exportações de cerca de 90% da produção, a área plantada dessa variedade de abacate menor, de casca escura, rugosa e polpa mais consistente que a do tropical, cresce ano a ano no país. A produtividade da árvore, que começa a dar frutos a partir do quarto ano e exige clima mais frio e altitude maior, caiu nos últimos cinco anos devido a problemas climáticos, como o excesso de calor e a falta de chuva, segundo Rodrigo de Paiva Stockler Barbosa, presidente da Abacates do Brasil. Em 2025, a Jaguacy Avocado, com sede em Bauru (SP), teve uma quebra de 70% da safra devido à falta de chuvas. Com condições climáticas mais favoráveis neste ano, a empresa prevê colher sua maior safra. A colheita vai de fevereiro a setembro. Além da maior produtividade, a colheita deve aumentar no Brasil devido à entrada em produção de novos pomares. O IBGE aponta uma área plantada de abacates de 18,1 mil hectares no país, sem diferenciar o tropical e o avocado. A Abacates do Brasil estima que a área de avocado atinja entre 10 mil e 11 mil hectares em 2026, contra apenas 1 mil hectares há uma década. Brasil é o 10º maior produtor Indicado por nutricionistas pelo grande teor de fibras e potássio, além de vitaminas E, B6, ácidos graxos monoinsaturados, gordura saudável e antioxidantes, o avocado leva vantagem sobre o abacate tropical por ter validade de até 45 dias, o que permite sua exportação por navio. A Jaguacy estima exportar este ano 800 contêineres, ou 16.800 toneladas, para Europa, Argentina, Uruguai e Chile e Índia. O faturamento deve chegar a R$ 150 milhões, o dobro do ano passado — Foto: Jaguacy/Divulgação O cultivo comercial de avocado na Fazenda Jaguacy começou há 51 anos, quando o agrônomo Paulo Leite de Carvalho e sua mulher, Maria Cristina Falanghe Carvalho, iniciaram um projeto de reflorestamento com frutas que incluía abacates. O foco no avocado, segundo a filha do casal e atual sócia-diretora, Ligia Falanghe Carvalho, veio após descobrirem que a fruta era muito consumida na Europa. Dos 30 hectares iniciais, hoje são 1.200 em Bauru, Timburi (também em SP) e Roca Sales (RS), com uma produtividade de até 12 toneladas por hectare. Parcerias para exportação com cerca de 30 produtores de Minas, Paraná, Espírito Santo e Goiás somam mais 1.500 hectares. — Investimos em irrigação por microaspersão para criar um microclima para a árvore não sentir tanto a temperatura. Agora, quando chega a 28 graus, a gente faz chover no pomar — diz Lígia. Ela projeta fechar a safra deste ano com uma produção de 6 mil toneladas, acima da média anual de 4 mil, e um faturamento de R$ 150 milhões, o dobro do ano passado. A Jaguacy estima exportar este ano 800 contêineres, ou 16.800 toneladas, para Europa, Argentina, Uruguai e Chile e Índia. Segundo Lígia, há muitos fundos de investimento interessados na produção do avocado, além de grandes produtores de outras frutas: — A produção deve crescer bastante nos próximos anos. O Brasil é apenas o 10º maior produtor mundial (o México lidera), mas tem potencial para ser o terceiro. Uma meta do setor, segundo Lígia e Barbosa, é exportar avocado para os Estados Unidos, o maior importador da fruta. Esse mercado, porém, está travado por falta de acordos comerciais específicos. A Avoprime, de Adilson Penariol, ex-presidente e atual diretor financeiro da Abacates do Brasil, colhe este ano sua primeira safra. Colheita tardia e frio deixam as maçãs desta safra mais doces: entenda o chamado ‘pingo de mel’ nas frutas — A produção do avocado exige muito profissionalismo, mas permite formar mercado externo e cadeia de parcerias internacionais —afirma Penariol, lembrando que 95% do consumo global de abacate é do tipo hass.
Safra brasileira de avocado deve bater recorde neste ano com 60 mil toneladas, mas maioria é exportada
Produção da fruta de casca escura e rugosa cresce ano a ano no país







