'Tom Jobim — Esse seu olhar' tem estreia prevista para janeiro de 2027, em meio às comemorações do centenário do compositor de 'Garota de Ipanema' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Miguel Faria Jr. prepara documentário sobre Tom Jobim — Foto: Marcelo Theobald /Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O novo documentário, intitulado "Tom Jobim — Esse seu olhar", tem estreia prevista para janeiro de 2027, coincidindo com as comemorações do centenário do maestro. O diretor Miguel Faria Jr. revela que o longa trará a história de Tom Jobim contada por ele próprio, com poucas entrevistas e participações de músicos como Dori Caymmi e Mônica Salmaso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após criar trajetória de respeito no cinema de ficção, com obras como “Para viver um grande amor” (1984) e “O xangô de Baker Street” (2001), o carioca Miguel Faria Jr. passou a se dedicar ao cinema documental. Em 2005, lançou “Vinicius”, sobre Vinicius de Moraes (1913-1980), que levou 300 mil espectadores às salas de cinema, um marco entre os documentários pós-retomada. Dez anos depois, realizou “Chico: artista brasileiro” (2015), sobre Chico Buarque. Agora, o cineasta se prepara para concluir sua trilogia com “Tom Jobim — Esse seu olhar”. O filme tem estreia prevista para janeiro de 2027, em meio às comemorações do centenário do maestro Antônio Carlos Jobim, o Tom (1927-1994). Assim como Vinicius, do qual foi genro — ele foi casado por oito anos com Susana de Moraes (1940-2015) —, e Chico, um de seus grandes amigos até hoje, Faria Jr. teve uma relação próxima com Tom. — O Tom fez parte da minha vida. Nasci em Ipanema, fui criado com a música dele e depois ficamos muito amigos. Foi uma amizade de bar, de Churrascaria Plataforma (casa fechada desde 2015, no Leblon, que tinha Tom como um de seus clientes habituês), almoçávamos juntos quase todos os dias — lembra Faria Jr., de 81 anos, em entrevista em seu apartamento no Leblon, na Zona Sul do Rio. — Quis fechar essa trilogia com o Tom por achar que ele representa o Brasil que a gente pode ser. O Tom aponta para um Brasil humano, mais fraterno, com menos desigualdade. O filme é sobre este Brasil que na minha mocidade era uma utopia. 'Meu amigo Miguel' Inclusive, foi numa mesa do Plataforma que Tom compôs “Meu amigo Miguel”, canção dedicada ao cineasta e presente no álbum póstumo “Antonio Carlos Jobim, um homem iluminado” (1996), que acompanha livro homônimo de Helena Jobim. Tom Jobim — Foto: Arquivo / Ana Jobim Para o diretor, a obra de Tom segue muito atual. Por outro lado, acredita que a “expressão de brasilidade” em suas músicas está meio sufocada no Brasil dos últimos anos. — A música do Tom é eterna. Você viaja pelo mundo, entra em qualquer butique de roupa e a música dele está tocando ao fundo. Ele não é uma coisa de antigamente, sua música segue muito atual — afirma. Olhar original ao Brasil O cineasta aponta que o filme pretende mostrar quem era o homem por trás dessa obra tão única. Ele reforça ainda que a produção não repetirá os formatos de “Vinícius” ou “Chico: artista brasileiro”. No primeiro, ele deu muito espaço às imagens raras de arquivo, enquanto no segundo aproveitou-se de ter seu personagem ainda vivo para focar em depoimentos recentes do próprio Chico. — Vai ser a história do Tom contada pela boca dele próprio, com poucas entrevistas com músicos que participam da encenação de algumas canções — revela o diretor. — Tanto nas músicas quanto em suas falas, Tom tinha um olhar para o Brasil muito original. Então, queremos mostrar um pouco da música e um pouco dele. Sobre quem foi esse cara que fez essa obra tão especial. Como ele era, como ele pensava. Dentre os músicos que participam do longa estão nomes de diferentes gerações, como Dori Caymmi, Mônica Salmaso, Jaques Morelenbaum e Dora Morelenbaum. Filhos de Tom, Maria Luiza Jobim e Daniel Jobim também integram o time de artistas presentes na produção. Sem um nome oficial para sua trilogia sobre lendas da música brasileira, Faria Jr. lembra que entre Vinicius, nascido em 1913, e Chico, ainda vivo, seus personagens acompanham mais de um século de transformações na cultura nacional. Como documentarista, ele destaca duas etapas de grande desafio no processo de contar essas histórias: a pesquisa de buscar depoimentos do artista e a curadoria de selecionar o que vai entrar no corte final. — Essa curadoria é sofrida, porque o material é vasto. É um trabalho feito ao lado de Diana Vasconcellos (coroteirista e montadora). É quase como coescrever um roteiro, porque o filme vai aparecendo na edição — conta o cineasta. Miguel Faria Jr. prepara documentário sobre Tom Jobim — Foto: Marcelo Theobald /Agência O Globo Faria Jr. fala com admiração sobre os músicos que retrata e confessa: — Acho que virei cineasta porque não tinha nenhum talento musical. Após trabalhar na distribuição de “Vinicius” e “Chico: Artista brasileiro”, na condição de diretor da Paramount Pictures, Jorge Peregrino retoma sua parceria com Faria Jr. agora como produtor de “Tom Jobim — Esse seu olhar”. Ele conta que a expectativa é estrear o longa em festivais ainda em 2026, antes do lançamento comercial no início do próximo ano.
Miguel Faria Jr. prepara documentário sobre Tom Jobim: 'ele representa o Brasil que a gente pode ser'
'Tom Jobim — Esse seu olhar' tem estreia prevista para janeiro de 2027, em meio às comemorações do centenário do compositor de 'Garota de Ipanema'







