Empresa brasileira de inteligência artificial desenvolve sistemas capazes de explicar cada decisão, transformando tecnologia em resultado consistente para negócios e serviços públicos. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 André de Barros Faria — Foto: Divulgação A inteligência artificial chegou ao centro das decisões estratégicas de empresas e governos brasileiros com uma velocidade que o arcabouço regulatório ainda corre para acompanhar. O PL 2.338/2023, que estabelece regras para o uso ético e responsável da IA no Brasil, está em tramitação na Câmara dos Deputados, mas a votação segue sem data definida, depois de sucessivos adiamentos, enquanto as organizações já operam sistemas que tomam decisões automatizadas sobre crédito, saúde, segurança e serviços públicos. A distância entre o que a tecnologia já faz e o que as regras ainda não definiram é exatamente onde os riscos se acumulam, e onde a qualidade da governança interna de cada organização se torna o fator mais determinante para separar quem usa IA de forma que gera confiança de quem usa de forma que gera problema. André de Barros Faria, CEO da Vert Analytics e especialista em inteligência artificial com formação em governança corporativa pelo IBGC, pensa sobre esse tema de um lugar específico: o de quem lidera, como CEO, uma empresa que desenvolveu tecnologia própria de IA e precisa garantir que os sistemas entregues funcionem com consistência, sejam auditáveis e respondam às necessidades reais de quem os usa. Para o especialista, governança não é uma camada adicional que se coloca sobre a tecnologia depois que ela está pronta. É parte do processo de construção desde o primeiro momento. "Uma IA que não pode ser explicada é uma IA que não será usada por muito tempo. A confiança não é um detalhe de implementação. É o que sustenta o resultado no longo prazo." Quando a tecnologia decide e ninguém sabe explicar por quê O cenário mais comum nos projetos de IA que perdem credibilidade não é o de sistemas que erram de forma grosseira. É o de sistemas que produzem resultados que ninguém dentro da organização consegue explicar com clareza suficiente para justificá-los a um cliente, a um regulador ou a um cidadão. Um modelo que nega crédito, que classifica um documento como suspeito, que prioriza um atendimento sobre outro, está tomando decisões que afetam pessoas reais. Quando essas decisões não podem ser explicadas, a tecnologia deixa de ser um instrumento de eficiência e passa a ser uma fonte de risco reputacional, regulatório e humano. O PL 2.338/2023 endereça exatamente esse ponto ao estabelecer o direito à explicação de decisões automatizadas e a possibilidade de revisão humana para sistemas classificados como de alto risco. A proposta adota classificação inspirada no modelo europeu, com obrigações proporcionais ao impacto potencial de cada sistema sobre indivíduos e a sociedade. Para André de Barros Faria, essa regulação não é um obstáculo à inovação. É uma confirmação do que organizações sérias já deveriam estar fazendo por princípio. "Governança de IA responsável não nasce do medo da regulação. Nasce do entendimento de que tecnologia que não presta contas a ninguém é tecnologia que eventualmente vai falhar de um jeito que importa." Governança como condição de escala, não como burocracia Há uma confusão frequente nas discussões sobre governança de IA: a de tratar responsabilidade como oposto de velocidade. Como se governar bem significasse mover mais devagar, documentar mais e inovar menos. O raciocínio ignora o que acontece quando a governança não existe: sistemas que produzem resultados enviesados, dados que alimentam modelos com premissas erradas, decisões automatizadas que ampliam problemas em vez de resolvê-los. A velocidade sem governança não é inovação. É a aceleração do risco. A Vert Analytics, que desenvolveu tecnologia própria em inteligência artificial e hiperautomação, com mais de 130 profissionais especializados em dados, presença em seis estados e mais de 100 projetos entregues em ambientes de missão crítica, constrói seus sistemas com governança integrada desde o diagnóstico inicial. Na prática, antes de qualquer implementação, os dados que vão alimentar o sistema são mapeados e avaliados quanto à qualidade e à representatividade. Os resultados produzidos pelos modelos são auditáveis. E os processos que dependem da tecnologia mantêm supervisão humana nos pontos em que o julgamento é necessário. André de Barros Faria explica que esse modelo não é mais lento. É mais sustentável. "Organizações que implementam IA com governança desde o início não precisam parar para corrigir depois. Quem pula essa etapa paga o custo duas vezes: uma para construir e outra para consertar." O impacto que a tecnologia promete e a governança entrega O argumento mais poderoso a favor da governança de IA não é regulatório nem ético. É prático. Sistemas de inteligência artificial que operam com dados confiáveis, critérios transparentes e supervisão adequada entregam resultados que se sustentam ao longo do tempo. Sistemas sem essa base entregam resultados que parecem bons no piloto e quebram na escala, exatamente quando o volume de decisões automatizadas aumenta e a margem para erro humano de supervisão diminui. Esse padrão de governança se traduz em tecnologia própria que a Vert Analytics desenvolveu sob a liderança de André de Barros Faria. A CyndIA aplica jurimetria e automação para orientar decisões de contencioso e provisionamento jurídico. O MAIN opera agentes autônomos que executam fluxos inteiros de decisão, não apenas recomendações. O ONDA valida identidades, empresas e veículos em tempo real, cruzando milhares de fontes de dados. Para o executivo, o valor dessas ferramentas vai muito além de evitar fraude: está na performance operacional e na assertividade de cada decisão, um ganho que, em organizações de grande porte, pode representar milhões de reais ao longo de um ano. Em 2026, com o Brasil construindo seu marco regulatório para a inteligência artificial e as organizações acelerando a adoção da tecnologia em operações críticas, a pergunta que cada liderança deveria fazer não é se vai implementar IA. É se vai implementar de um jeito que vai funcionar quando o que estiver em jogo for maior do que um piloto.
CEO André de Barros Faria lidera na Vert Analytics a construção de inteligência artificial auditável
Empresa brasileira de inteligência artificial desenvolve sistemas capazes de explicar cada decisão, transformando tecnologia em resultado consistente para negócios e serviços públicos.







