"Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso", disse ele à emissora Fox News. "Por uma questão de JUSTIÇA, seremos reembolsados em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo", completou Trump no post da rede social. Veja abaixo o que Trump já falou sobre cobrança de taxas em Ormuz: 15/06: "Ormuz não terá pedágio" 20/06 – "Não haverá pedágio, a menos que seja imposto pelos EUA" 24/06 – "Irã garantiu que não haverá pedágio" Donald Trump — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst Irã rebate Trump A declaração do presidente dos Estados Unidos foi imediatamente rebatida pelo comando militar do Irã, que afirmou que "não permitirá que os EUA intervenham na administração" de Ormuz. "O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada", afirma comunicado, que ainda traz um alerta aos países vizinhos: "Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã". A Guarda Revolucionária iraniana também se pronunciou e declarou que continua afirmando sua "autoridade e controle sobre o Estreito de Ormuz". "Ao interferir no Estreito de Ormuz, os EUA colocaram em sério risco a segurança do fornecimento global de petróleo e gás", ameaçou o porta-voz. Irã diz que estreito está fechado, EUA negam Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã — Foto: REUTERS / Stringer "Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar". EUA lançam novos ataques contra o Irã “A era dos acordos unilaterais acabou”, escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do país. “Nós dissemos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta". Entenda a sequência de ataques Quando aconteceu Como aconteceu Os detalhes Início da escalada (domingo, 12) Irã ataca navio de contêineres no Estreito de Ormuz Uma embarcação com bandeira do Chipre foi atingida por uma ofensiva iraniana, sofreu danos significativos na casa de máquinas, ficou em chamas e um tripulante indiano desapareceu. Outros 23 integrantes da tripulação foram resgatados. Após o ataque ao navio Estados Unidos realizam os primeiros ataques contra o Irã As forças americanas atingiram cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munição, equipamentos de comunicação e outras instalações militares. Em resposta à ofensiva americana Irã lança ataques contra países da região Teerã realizou ataques contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, países que abrigam bases ou instalações militares dos Estados Unidos e têm importância estratégica no Golfo. Durante a retaliação iraniana Países do Golfo acionam alertas e interceptam ataques O Catar informou ter interceptado ataques iranianos; três pessoas ficaram feridas por estilhaços. O Kuwait relatou danos em postos de fronteira e em uma plataforma de exploração marítima. A Jordânia informou que três mísseis iranianos atingiram áreas do país, causando danos leves. Mais tarde no domingo Estados Unidos realizam novos ataques contra o Irã Uma nova rodada de ataques americanos atingiu sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo uma autoridade dos EUA. Explosões foram registradas em Bandar Abbas e Hajiabad, além de ataques relatados na Ilha de Qeshm. Após os novos ataques Irã ameaça ampliar resposta e afirma ter fechado o Estreito de Ormuz O governo iraniano declarou que a passagem permaneceria fechada até a redução das tensões e ameaçou atacar “bases inimigas adicionais” na região. Os EUA afirmaram que o estreito continuava aberto.
Relembre o que Trump já disse sobre pedágio no Estreito de Ormuz | G1
Presidente norte-americano afirmou nesta segunda (13) que os EUA vão ser os 'guardiões' da via marítima e cobrar 20% sobre carga das embarcações que passarem pela região. A fala de Trump contrasta com declarações anteriores dadas por ele.












