Com a avenida Paulista fechada para pedestres no feriado da última quinta-feira (9), muitos passantes curiosos paravam embaixo do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, para entrar em casinhas coloridas instaladas no vão livre do museu.
Trata-se da obra da artista venezuelana Sol Calero, que compõe a programação deste ano dedicada à América Latina e tem entrada gratuita. Feita com placas de madeira azuis, rosas, verdes e amarelas, e adornada pela artista com pinturas de padrões comuns à paisagem de países sul-americanos, como pastilhas e tecidos floridos, a vila "Casa Maria Lionza" lembra a estrutura do show de Bad Bunny.
A turnê mundial do cantor de reggaeton, que passou pelo Brasil em fevereiro, foi marcada pela montagem de uma vila porto-riquenha sobre o palco, constituída pelas mesmas casinhas coloridas, baixas e unidas por pequenas vielas. A estética, somada ao álbum "Debí Tirar Más Fotos", que encadeia uma série de referências ao modo de vida em Porto Rico, se tornou uma espécie de manifesto de Bad Bunny sobre o orgulho de ser latino-americano.
O auge desse processo foi quando Bunny fez o show de intervalo do Super Bowl nos Estados Unidos, contrariando o presidente Donald Trump e em meio a detenção de imigrantes no país pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas, o ICE. Apenas um mês antes, o Exército americano havia capturado e deposto Nicolás Maduro, ex-ditador da Venezuela, país de Sol Calero.











