Após dois dias de ataques entre os dois países, presidente americano anuncia novas medidas de pressão contra Teerã; Irã rejeita interferência dos EUA no Estreito de Ormuz e ameaça países do Golfo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta imagem, extraída de uma gravação de vídeo da AFPTV em 12 de julho de 2026, mostra navios de carga ancorando perto do Estreito de Ormuz, ao largo da costa leste dos Emirados Árabes Unidos, em Khor Fakkan — Foto: AFPTV / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos e afirmou que Washington passará a cobrar uma tarifa de 20% sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz, aprofundando a escalada com Teerã após dois dias consecutivos de ataques entre os dois países. As declarações provocaram reação imediata do governo iraniano, que rejeitou qualquer interferência americana na gestão da hidrovia estratégica e advertiu que a cooperação dos países do Golfo com os EUA será considerada "um ato de guerra". Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está "aberto" e anunciou a retomada do bloqueio contra embarcações iranianas. "Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim chamado porque impede apenas que navios iranianos ou seus clientes entrem ou saiam", escreveu. "Seremos reembolsados, à taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas, por quaisquer custos necessários para fornecer segurança e proteção." Em entrevista à Fox News, Trump também afirmou que os EUA se tornarão os "guardiões" do estreito e receberão compensações financeiras dos aliados pela proteção da rota marítima. — Vamos receber dinheiro para protegê-lo. Muito dinheiro. Tudo o que queremos é ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso povo em perigo — declarou. O republicano ainda disse que Washington está "tomando o controle" da passagem e voltou a acusar o Irã de agir de má-fé nas negociações. Irã rejeita controle americano A reação iraniana veio poucas horas depois. Em mensagem de vídeo, o porta-voz do comando militar do país, Khatam al-Anbiya, afirmou que Teerã não permitirá "sob nenhuma circunstância" que os EUA interfiram na gestão do estreito. O militar também advertiu os países do Golfo que qualquer colaboração com Washington será considerada "um ato de guerra". A declaração representa um endurecimento do discurso iraniano em meio à retomada dos confrontos e às disputas sobre o controle da passagem marítima. Acordo em crise O aumento da retórica ocorre em meio ao enfraquecimento do protocolo de entendimento assinado em 17 de junho por EUA e Irã, que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra. — Não há dúvida de que o acordo está em crise. Mas o Irã nunca foi o primeiro a deixar de cumprir seus compromissos — afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei. Na semana passada, Trump declarou que o cessar-fogo estava "acabado" após ataques iranianos contra embarcações na região. No centro da disputa está o Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRAHIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países O Irã insiste em manter o controle da passagem e acusa Washington de provocar o retorno da insegurança à região. — Esta passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atômicas e a República Islâmica do Irã vai protegê-la — declarou Mohsen Rezai, conselheiro militar do líder supremo iraniano, segundo a agência Isna. (Com AFP) *Em atualização
Trump retoma bloqueio dos portos iranianos e diz que vai cobrar 20% sobre cargas que passarem por Ormuz
Após dois dias de ataques entre os dois países, presidente americano anuncia novas medidas de pressão contra Teerã; Irã rejeita interferência dos EUA no Estreito de Ormuz e ameaça países do Golfo













