Fundo multimercado fecha primeiro semestre com ganhos de 7,02%, acima dos 6,85% do CDI no período O fundo multimercado Verde, liderado por Luis Stuhlberger, fechou junho com recuo de 0,69% nas suas cotas, mas conseguiu encerrar o primeiro semestre de 2026 com ganhos de 7,02%, acima dos 6,85% do CDI no período. Segundo relata na sua carta mensal, as perdas vieram das alocações em metais preciosos, no juro real americano e nas posições de bolsa brasileira. As posições vencedoras foram aquelas em “hedge” no cupom cambial e no livro de “trading” de ações. No Brasil, a Verde observa ter sido mais um mês dominado pela saída de fluxos estrangeiros e pelos ruídos políticos conforme o calendário eleitoral avança. “O mercado acionário global continua focado nos beneficiários do investimento em inteligência artificial, o que deixa o país fora do radar.” Enquanto isso o “governo continua pisando fundo no acelerador fiscal e parafiscal, anunciando novas medidas semanalmente”, continua o time de gestão. “A fatura desta farra virá inexoravelmente nos próximos anos, mas o país mais uma vez não quer falar disto”, afirma o Verde. “Continuamos a buscar oportunidades de nos posicionar para resultados assimétricos em torno do ciclo eleitoral, e nos preparar para uma elevação da volatilidade dos ativos nos próximos três meses”, acrescenta. No cenário global, o time de gestão destacou o início do mandato de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) como o grande evento macro do último mês. “Ao contrário do consenso, que esperava um líder mais leniente e focado em cortar os juros, para atender as demandas do presidente que o indicou ao cargo (Donald Trump), o que vimos em sua primeira comunicação foi um discurso curto, muito focado no controle de inflação, e sem qualquer interesse em sinalizar os próximos passos do banco central”, escreve a equipe de gestão. É uma mudança de prática importante em relação aos mandatos de Ben Bernanke, Janet Yellen e Jerome Powell, “embora ainda seja cedo para sacramentar um retorno às práticas de comunicação mais crípticas dos mandatos de Alan Greenspan”, avalia a Verde. Sob Warsh, os primeiros sinais levaram o mercado a embutir nos preços altas de juros nos próximos meses, com queda dos prêmios de risco de inflação, e impactando os mercados de moedas, reforçando de modo substancial o tema do excepcionalismo americano. Essa dinâmica afetou o fundo em suas posições de juro real e metais no mês passado. A resolução do conflito com Irã teve evolução importante ao longo de junho, aponta a Verde, com a assinatura de um memorando de intenções entre as partes em meados do mês, com os preços do petróleo voltando aos níveis pré-guerra. Entretanto, em julho, a tensão entre os dois países voltaram a aumentar e os preços do petróleo, a subir. O fundo aumentou marginalmente sua exposição em renda variável no Brasil por meio de opções, e manteve estável a parcela alocada globalmente. Na renda fixa local, detalha não ter posições direcionais. Nos EUA, a gestão manteve a posição aplicada em juro real. Segue alocada em ouro e prata e reduziu a compra de proteção de crédito da Arábia Saudita. A alocação de crédito local foi mantida. Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, CIO e CEO na Verde Asset Management — Foto: Divulgação
Fatura da farra fiscal virá nos próximos anos, mas Brasil não quer falar disto, diz Verde
Fundo multimercado fecha primeiro semestre com ganhos de 7,02%, acima dos 6,85% do CDI no período






