Sobrou nada para o betinha, cara de sigma. Essas são algumas das expressões que têm se disseminado por meio de memes e piadas entre crianças e adolescentes ainda que eles não compreendam seu verdadeiro significado.
Aparentemente inofensivos, esses termos vêm sendo reproduzidos em escolas e redes sociais como brincadeira, mas têm origem em comunidades misóginas da internet que defendem a ideia de dominação e superioridade masculina e opressão às mulheres.
A gíria betinha, por exemplo, é usada para tirar sarro do "homem beta" que se contrapõe à ideia do "homem alfa". Essas classificações dividem os homens em dois extremos: enquanto o alfa é visto como dominante e confiante, o beta é caracterizado por ser submisso e inseguro.
O vocabulário é importado diretamente da "machosfera" virtual, uma subcultura online que vem preocupando as escolas por se perpetuar cada vez mais precocemente entre as crianças.
Por um lado, os educadores entendem que muitas vezes os alunos reproduzem essas expressões sem a intenção de perpetuar o discurso misógino. Por outro lado, temem que, sem intervenção diante dessas situações, essas ideias passem a ser naturalizadas e consideradas aceitáveis por eles.








